O deputado Pablo Barrozo (DEM) apresentou na Assembleia Legislativa moção de congratulações aos municípios de Sapeaçu e Utinga, pela passagem do aniversário de emancipação política e administrativa que acontece nesta segunda-feira. Com uma população de aproximadamente 17.500 habitantes, Sapeaçu está localizado no Recôncavo Baiano, a 156 km de Salvador. Foi no governo de Régis Pacheco, pela Lei 549, de 27 de abril de 1953, que sob a denominação de Sapeaçu, o município foi emancipado, com a união dos distritos de Sapeaçu e Baixa do Palmeira, desmembrados de Cruz das Almas.
O município tem como principais atividades econômicas a agricultura, a citricultura, a fumicultura e a cultura de mandioca, além de grande criatório de bovinos e equinos. “Nesta data maior, em que Sapeaçu comemora a sua emancipação política, a Assembleia Legislativa da Bahia solidariza-se com os seus habitantes, através do ex-prefeito e grande líder Tarso Cícero Gomes Peixoto, desejando votos de progresso e desenvolvimento socioeconômico ao povo sapeaçuense”, finaliza o deputado.
UTINGA
Com o desenvolvimento das minas de diamante de Lençóis e Estiva, descobertas em 1840, surgiu às margens do rio um arraial de casinhas, que foi chamado de Palha e que servia de pouso aos viajantes que iam para Jacobina, Morro do Chapéu ou Orobó. “O povoado de Palha veio a servir mais tarde de reduto de malfeitores”, diz a mensagem. Por isso, as forças do estado foram obrigadas a intervir, culminando com a destruição do povoamento pelas tropas comandadas pelo tenente Bitencourt que incendiaram o Arraial em 1905.
A sua reconstrução, não tardou, desta vez, em terras cedidas por Joviniano Bastos e os irmãos Isidoro e Manoel de Souza Santos. Nasce assim, o Arraial de Bela Vista de Utinga com casas de telhas formado pela Praça Dias Coelho e uma rua que descia para o Rio Mocambo. O povoado de Bela Vista de Utinga foi elevado à categoria de vila em 2 de agosto de 1917. “É uma fase de grande crescimento com mais de 100 engenhos de cana, produzindo açúcar, rapadura e cachaça, além da grande produção de feijão, milho, arroz, mandioca, fumo e batata encontrados no local.
Em 1933, o decreto do presidente Getúlio Vargas criando o Instituto do Açúcar e do Álcool veio desequilibrar a economia de toda a região. Os engenhos foram fechando e a vida de todos piorando começando um grande êxodo, principalmente em direção a São Paulo. A necessidade de melhoramentos urbanos e a falta de escolas fizeram com que, em 1945, surgisse a necessidade da emancipação de Utinga, liderada pelo padre João Ramos Marinho que criou o município de Utinga com território desmembrado de Morro de Chapéu.
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