A morte do bispo emérito Dom Antônio Alberto Guimarães Rezende, ocorrido na cidade de Uberaba, em 13 de abril, aos 88 anos, provocou consternação na Assembleia Legislativa demonstrada através de moções de pesar apresentadas pelos deputados Luciano Ribeiro (DEM) e Ivana Bastos (PSD). Na Diocese de Caetité, com suas 29 paróquias, Dom Alberto prestou serviços evangelizadores e assistenciais como bispo entre os anos de 1981 e 2003.
Luciano Ribeiro lembrou que, como bispo, Dom Alberto agiu sob o lema "Facite Christi mandata" ou "Fazei o que Cristo disser". Dessa maneira, ampliou o número de padres e religiosos na diocese baiana, ampliou a emissora de rádio e proporcionou amplas reformas, bem como a restauração da Catedral de Santana, na sede do bispado. “Ele ergueu várias capelas nos bairros da cidade, onde exerceu seu único episcopado e promoveu obras educacionais nas cidades que compõem a circunscrição, entre outras ações”, disse.
Já Ivana Bastos disse que Dom Alberto dedicou sua vida exclusivamente à Igreja e aos fiéis, deixando como legado sua benevolência com todos os seus paroquianos e toda a população, “independente de classe social e religião daqueles que o procuravam diuturnamente para aconselhamentos e orações, levando ao povo o conforto espiritual que tanto necessitamos nos dias de luta e sobrevivência”, afirmou a deputada.
Dom Alberto ingressou no apostolado no seminário de Rio Claro (SP) em 1942, se graduando em teologia e filosofia na cidade de Ribeirão Preto, também em São Paulo. Iniciou sua carreira sacerdotal em Sertãozinho (SP), em 1953. Antes de assumir a Diocese de Caetité, atuou nas paróquias de Itacaré (BA) e Barra da Estiva (BA).
Após se tornar bispo emérito, sendo sucedido por Dom Ricardo Guerrino Brusati - Fábio Galvão, Dom Alberto residiu na cidade de Uberaba, no Santuário de Nossa Senhora da Abadia, onde recentemente lançou o livro de memórias "Detalhes e retalhos de uma vida". Eleito imortal da Academia Caetiteense de Letras, o religioso mineiro, que recebeu título baiano pela Assembleia Legislativa da Bahia, tornou-se figura importante entre seus patronos e foi colocado ao lado de expoentes da cultura local, como Anísio Teixeira e Cezar Zama, entre outros.
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