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Targino quer atenção integral aos portadores do mal de Parkinson

Publicado em: 17/04/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

Democrata lembrou que a doença desenvolve-se mais frequentemente depois dos 60 anos
Foto: Arquivo/Agência-Alba
O mal de Parkinson é uma doença do cérebro que provoca tremores e dificuldades para caminhar, movimentar e coordenar. É um dos distúrbios nervosos mais comuns entre idosos, desenvolvendo-se mais frequentemente depois dos 60 anos. Com objetivo de dotar o Estado de instrumentos mais eficazes para o atendimento médico para a doença, o deputado Targino Machado (DEM) apresentou na Assembleia Legislativa projeto de lei que dispõe sobre a implantação de Política de Atenção Integral aos Portadores da Doença de Parkinson no Estado da Bahia.

O deputado destaca que, às vezes, a doença também ocorre também em adultos jovens. Este problema afeta tanto homens quanto mulheres, podendo ser, inclusive, hereditário. As células nervosas usam uma substância química do cérebro chamada dopamina para ajudar a controlar os movimentos musculares. O mal de parkinson ocorre quando as células nervosas do cérebro, que produzem dopamina, são destruídas lentamente. Sem a dopamina, as células nervosas dessa parte do cérebro não podem enviar mensagens corretamente. Isso leva à perda da função muscular. O dano piora com o tempo e a causa exata do desgaste destas células do cérebro é desconhecida.  

O projeto de lei prevê formas de tratamento da doença, tais como: fisioterapia, terapia fonoaudiológica e atendimento psicológico; garantia de participação e envolvimento dos familiares e da sociedade civil organizada na definição e controle das ações e serviços de saúde aos portadores da doença e o desenvolvimento de instrumentos de informação, análise, avaliação e controle por parte dos serviços de saúde, abertos a participação da sociedade. 

Estatísticas revelam que a prevalência da doença de Parkinson na população é de 100 a 150 casos para cada 100.000 habitantes. O Brasil segue uma tendência mundial de envelhecimento da população, resultado da combinação do aumento da expectativa de vida com a queda da mortalidade. “Com o aumento da população de idosos, e por ser uma doença degenerativa, cuja característica é o acometido de pessoas em idade avançada, é importante que o Estado dê assistência a essa parcela da população. Se o paciente for tratado e mantido sob supervisão médica terá condições de manter uma vida estável e de qualidade”, disse Targino Machado. 




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