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Presidente da AL traçou breve perfil da Coleção Gente da Bahia

Publicado em: 11/04/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

Marcelo Nilo disse que Assembleia, além de legislar, tem o dever de preservar a história
Foto: Carlos Amilton Novaes/Agência-alba
Em seu pronunciamento, o deputado Marcelo Nilo traçou um breve perfil dessa coleção voltada para preservar a vida e obra de baianos icônicos, embora nem todos tivesse nascido aqui, como o argentino Carybé que a inaugurou, e revelou que dos 20 livros projetados inicialmente já foram publicados 42 e nove outros estão sendo finalizados. O parlamentar anunciou que no dia 24, data do centenário de nascimento do gravurista Hansen Bahia, a Assembleia lançará, em Cachoeira, em regime de coedição com a Fundação Hansen, um catálogo de suas obras com textos do crítico Claudius Portugal, da jornalista Regina Bochicchio (autora de um perfil biográfico do artista) e da jornalista Symona Gropper.

Lembrou que em sua gestão o Legislativo já publicou 152 volumes (embora oito ainda estejam por ser lançados), multiplicando o programa editorial sistematizado por seu antecessor na presidência da Casa, Antonio Honorato em meados da década de 1990 do século passado. “O que foi idealizado como mera ferramenta de marketing cultural, ao longo do tempo ganhou musculatura (na presidência de Clóvis Ferraz) e se tornou um sólido programa cultural que resgata títulos importantes fora dos catálogos das editoras comerciais, louva a memória de vultos históricos, fomenta a literatura abrindo espaço para autores inéditos e oferece uma gama de informações indisponíveis para os jovens.

Entende o deputado Marcelo Nilo que, além de cumprir com suas obrigações básicas de legislar e fiscalizar os demais poderes, o Legislativo tem o dever preservar a história, sendo esse um compromisso seu, dos seus companheiros de Mesa Diretora e do conjunto dos deputados estaduais – pois o programa editorial é um raro consenso numa casa de iguais, mas onde os iguais são muito diferentes entre si. Ele aproveitou para citar algumas obras trazidas a lume em sua gestão: Tempos Temerários, de Nestor Duarte; Cascalho, do membro da Academia Brasileira de Letras, Herberto Sales; a biografia de Rui Barbosa, escrita pelo também acadêmico, Luis Viana Filho, O Chefe Horácio de Matos, de Américo Chagas, O Estranho Mundo dos Cangaceiros, de Estácio de Lima, entre outros.

Falou ainda da coleção Gente da Bahia que recuperou a vida e obra de baianos que ajudaram a dar substância à própria baianidade. Homens e mulheres icônicos, com atuação nos mais variados campos da atividade humana, seja na ciência, literatura, cinema, música, artes plásticas, política, medicina ou simplesmente por suas vidas singulares. Baianos como os mestres de capoeira, Pastinha e Bimba; alfaiates como Spninelli; médicos como Juliano Moreira, Elsimar Coutinho e Aristides Maltez; ou ainda cangaceiras como Maria Bonita, artistas plásticos como Floriano Teixeira, Juarez Paraíso e Calasans Neto; jornalistas como Jorge Calmon e Simões Filho; e ainda escritores como Guido Guerra; músicos como o pianista Carlos Lacerda ou os eruditos Walter Smetak e Lindembergue Cardoso; músicos populares como Gordurinha e Riachão.

E também animadores culturais como Clarindo Silva, da Cantina da Lua; o rádio-escuta Gabriel Saraiva, políticos como Chico Pinto, Nélson Carneiro e Nestor Duarte; cartunistas como Lage; economistas como Rômulo Almeida; cineastas como Rex Schindler e Roberto Pires; cientistas como Milton Santos e Edson Carneiro e muito mais: Yumara Rodrigues Henriqueta Catharino, o Guarda Pelé e até à doce louca da rua Chile, a Mulher de Roxo, figura marcante de uma Salvador que já não existe teve o seu perfil biográfico registrado na coleção Gente da Bahia.








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