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Velho Chico: revitalização urgente

Publicado em: 10/10/2005 09:20
Editoria: Diário Oficial

Alcântara fala dos riscos que ameaçam o Rio São Francisco com a transposição de suas águas
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Estão querendo matar a galinha dos ovos de ouro do Nordeste. O alerta é do deputado Pedro Alcântara (PL), que revelou sua preocupação com o futuro do Rio São Francisco, em moção de aplausos pelo 504o aniversário da chegada de Américo Vespúcio e André Gonçalves às suas águas. O parlamentar aproveitou a apresentação do documento para protestar contra o projeto de transposição, "cuja obra custará ao bolso dos brasileiros US$ 1,5 bilhão" e o abandono do rio, que precisa de urgente revitalização.

"Quinhentos anos depois de seu descobrimento, o Rio São Francisco é ainda hoje o principal recurso natural que impulsiona o desenvolvimento regional, gerando energia elétrica para abastecer todo o Nordeste e parte do estado de Minas Gerais, através das hidrelétricas de Paulo Afonso, Xingó, Itaparica, Sobradinho e Três Marias", diz o deputado, lamentando que há alguns anos vários problemas de natureza social e econômica vêm afetando o percurso natural do rio, como o assoreamento, o desmatamento de suas várzeas, a poluição, a pesca predatória, as queimadas, o garimpo e a irrigação.

"Diante da sua extraordinária importância para o Brasil, no decorrer desses 500 anos de exploração, o Velho Chico necessita de um melhor tratamento", pede Alcântara, alertando que o rio "está morrendo, não resistirá a mais essa agressão, pois um anêmico não pode doar sangue", como dizem os índios. O texto do parlamentar não se opõe por se opor à transposição: apresenta números mostrando a importância do rio, os riscos da transposição e a desnessecidade de se levar à frente a obra para acabar com a sede do semi-árido setentrional, citando os recursos que a região já tem e não são usados. Denuncia ainda a intenção de desviar a água para beneficiar as fazendas de carcinicultura do Vale do Assu, no Rio Grande do Norte.



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