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Colegiado recebe visita do superintendente da Infraero

Publicado em: 08/04/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

Jonas Lopes apresentou detalhes sobre os investimentos no Aeroporto Luís Eduardo Magalhães
Foto: Arquivo/Agência-Alba
Serão investidos cerca de R$ 100 milhões nas obras de adequação do terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães, em Salvador. A informação foi prestada ontem pelo superintendente de Projetos, Custos e Procedimentos em Engenharia da Infraero, Jonas Lopes, à Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo. Ele destacou que as melhorias trarão mais “conforto e segurança” aos usuários. 

Jonas Lopes destacou que serão substituídas as escadas rolantes, esteiras, elevadores; ampliados o número de balcões de check-in, de lojas; e reformulada a praça de alimentação. E a via que dá acesso ao terminal será coberta, ligando-o ao edifício garagem, que também terá mais um piso construído. Já estão prontas a ampliação de mais 12 mil metros quadrados do parque das aeronaves e as obras de engenharia civil da nova torre de comando, “uma das mais altas do país”, que entra em operação no segundo semestre.

O aeroporto de Salvador é o carro-chefe dos investimentos da Infraero na Bahia, o que se justifica pelo número de passageiros que transitam pelo sítio: nove milhões/ano, o que faz do Luís Eduardo Magalhães um aeroporto “muito importante da rede Infraero, para o Brasil e para o Nordeste”. O Luís Eduardo Magalhães teve receita anual da ordem de R$ 150 milhões, contra despesa de R$ 75 milhões. O terminal, disse Lopes, banca os custos dos outros dois aeroportos administrados pela empresa na Bahia: o de Paulo Afonso, considerado de nível regional uma vez que recebe apenas três voos domésticos por semana, um movimento de 20 mil passageiros/ano, o de Ilhéus. 

Em relação a esta última cidade da região cacaueira, Jonas Lopes declarou que não há qualquer previsão para a construção de um novo aeroporto. Segundo ele, o projeto que havia sido incluído na segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi retirado e hoje não há qualquer decisão do governo federal sobre o assunto. Tal informação surpreendeu os deputados. 

“Fomos enganados”, disse o deputado Rosemberg Pinto (PT), para quem havia pelo menos a definição da área do novo aeroporto. Ele sugeriu, então, que uma audiência pública da comissão seja realizada em Ilhéus para a discussão ampliada do assunto e uma prestação de contas à sociedade. Conforme o superintendente Jonas Lopes, as decisões sobre onde, como será e quem vai operar o aeroporto são do governo federal e do comando da Aeronáutica, mas até agora nenhuma das duas instâncias tem planos sobre isso. 

Há dois anos, quando o assunto foi discutido e o projeto incluso no PAC II, caberia à Infraero o planejamento e o projeto do novo aeroporto de Ilhéus em uma nova área. Hoje, adianta, o que a operadora pública pode e faz é dar manutenção ao equipamento. “Não há para onde expandir o sítio aeroportuário, que se encontra espremido entre o mar, o mangue e a cidade”, disse. 

A operadora está na expectativa quanto a uma decisão federal sobre o assunto. A Infraero foi convidada pela comissão para prestar estes esclarecimentos aos deputados que, como declarou Rosemberg Pinto, sentiram-se “desprezados em termos de investimentos”. O presidente do colegiado, Hildécio Meireles (PMDB), concordou e declarou que “a Bahia precisa ser mais prestigiada”.




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