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Eliezer Silva apresenta na AL políticas para educação básica

Publicado em: 02/04/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

Audiência pública foi promovida pela Comissão Especial de Desporto, Paradesporto e Lazer
Foto: Arquivo/Agência-Alba
“O foco do governo da Bahia é tentar implantar o projeto de educação integral nas escolas da rede pública, ampliando a permanência dos alunos nas unidades educacionais, com perspectiva de serem abordadas 'novas inteligências', não apenas as tradicionais”. O anúncio foi feito ontem pelo superintendente de Políticas da Educação Básica do Estado, Eliezer Silva, em audiência pública da Comissão Especial de Desporto, Paradesporto e Lazer.

Ele adiantou que a proposta é a “ resignificação das escolas” que por tradição valorizam equivocadamente “só a língua e o raciocínio lógico”. A política de educação integral aumentaria para sete horas a carga horária dos alunos e ampliaria o curriculum escolar, incluindo, por exemplo, atividades esportivas, de arte e cultura. Segundo o superintendente, o programa prevê a educação esportiva em escolas onde exista qualificação profissional e aptidão dos alunos.

É intenção da Secretaria de Educação, também, dar maior visibilidade e amplitude aos jogos estaduais, criado em 2009 e que hoje envolve “130 mil estudantes, 3.030 professores e 1.055 escolas”. É preciso fortalecer esta iniciativa, disse Silva, que pensa em uma parceria com a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte e, também, com os municípios de forma a fortalecer os jogos estaduais que, atualmente, englobam modalidades coletivas e individuais como basquete, futebol, handebol, atletismo, capoeira e ginástica. 

Os jogos são divididos em três etapas: a primeira acontece no âmbito das escolas, onde ocorre a primeira seleção dos atletas. A segunda se dá em dimensão regional e a terceira reúne, em Salvador, os vencedores das etapas anteriores no Encontro Estudantil.

PARCERIAS

A participação das equipes das modalidades coletivas ainda é reduzida e a meta da Superintendência é ampliar a presença destes esportes na etapa final. A razão do baixo índice de participação, informou Eliezer Silva, são os custos. Os esportes coletivos consomem mais dinheiro do que os individuais, disse, adiantando que pretende chamar a iniciativa privada à parceria. Os empresários podem contribuir também cedendo espaços para a prática esportiva em clubes sociais.

A questão dos espaços, sejam em escolas ou em locais abertos, também foi abordada ontem na audiência pública. Segundo Eliezer Silva, há “mais de 150 pedidos para construção ou cobertura de quadras nas escolas”. Acontece que grande parte delas não tem escritura do terreno, o que impede o atendimento da reivindicação. “Mas a Superintendência está tentando regularizar a questão”, garantiu. 

A recuperação destes equipamentos em espaço aberto integra um projeto de lei da deputada Fátima Nunes (PT), já do conhecimento do presidente da comissão, deputado Bobô (PC do B). Segundo ela, inúmeros municípios apresentam esta demanda, assim como se faz necessário a inclusão de profissionais da área no quadro de docentes das escolas. O vice-presidente do colegiado, deputado Manassés (PSB ), acha que tudo tem que ser feito dentro da lei e ele próprio está estudando a elaboração de um projeto que “dê condições às escolas” de implementar as práticas esportivas.

“Elas devem incluir a capoeira”, propôs Fabíola Mansur (PSB), adiantando que é preciso se resolver a situação legal dos mestres que, por não serem professores  qualificados pelo ensino formal, ficam impedidos de ministrarem as aulas. Ela sugeriu, ainda, uma firme parceria entre a Comissão Especial de Desporto, Paradesporto e Lazer e a Comissão dos Direitos da Mulher na disseminação da campanha pela não-violência feminina. O esporte, considerou, ainda é uma prática majoritariamente masculina, e nada mais propício do que a comissão incentivar o debate sobre o assunto e sobre recente campanha lançada pelo Ministério Público: Violência Doméstica também é Papo de Homem.






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