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Colegiado debate os desafios do desporto Olímpico e Paralímpico

Publicado em: 19/03/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

O comunista Bobô garantiu que vai prosseguir na luta pelo fortalecimento do esporte
Foto: Neuza Menezes/Agência-Alba
Na manhã de ontem, a Comissão de Desporto, Paradesporto e Lazer da Assembleia Legislativa, presidida por Bobô (PC do B),  recebeu representantes de diversas federações esportivas do estado para debater o desporto olímpico e paralímpico. Faltando pouco mais de 500 dias para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro, o colegiado quis ouvir das entidades e de suas lideranças quais os desafios para esses dois segmentos na Bahia.

“Nada melhor do que saber de quem desenvolve a prática esportiva no dia a dia para que esta Casa possa contribuir com ações e projetos de lei que coloquem o esporte como política de Estado. Parabenizamos os representantes dessas entidades pelo trabalho que desenvolvem, especialmente com crianças e jovens que mais necessitam. Trabalharemos na comissão para fortalecer essa causa, uma vez que o esporte pode transformar vidas”, disse o deputado Bobô (PC do B), presidente do colegiado.

Antes dos demais membros da comissão falarem, foi aberta a palavra para os representantes das entidades presentes. “Trabalho com o esporte há 32 anos e nunca recebi ajuda da iniciativa privada para os projetos que desenvolvo. Só a Sudesb nos ajudou. No Futebol de 5 baiano, projetamos quatro atletas para Seleção Brasileira”, frisou o técnico Gerson Coutinho, que atua no Instituto de Cegos da Bahia. 

Marcos Menezes, da Federação Baiana de Karatê, destacou o papel da comissão em pautar o esporte na Assembleia Legislativa. “Temos 40 jovens surdos e mudos que praticam karatê e vemos como é importante para eles. Quem faz inclusão social merece mais atenção”, declarou.

Representando a Associação Baiana de Judô e a Associação Yamashita, Francisco Neto enfatizou que não há esporte olímpico sem esporte nas escolas. “Tudo começa lá. Depois, é preciso de políticas e incentivos para que eles continuem. É preciso facilitar o acesso das crianças ao esporte, mas infelizmente as escolas não dão condições para os profissionais de educação física”, reclamou.

FALTA APOIO

Representante da Abaci (Associação Baiana para Cultura e Inclusão), que desenvolve xadrez para deficientes visuais, Cláudio Vilas Boas, lembrou que essa prática ajuda a desenvolver valores como respeito ao adversário. Sua colega, Clarissa Cristina, disse que o esporte paralímpico não existe na Bahia. “E quem faz algo, não tem apoio.”

Para José Sandes, da Unisporte, entidade que reúne várias federações, o governo Wagner realizou muita coisa e construiu vários equipamentos, como o ginásio de Cajazeiras e o Centro de Basquete. “Queremos que as reivindicações das federações possam se transformar em ações e projetos de lei na Bahia”, pediu.

Emanoel Araújo, do Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual (CAP), parabenizou a Sudesb pelos oito anos de apoio ao esporte na Bahia e pediu projetos de capacitação para pessoas captarem recursos e desenvolver mais seus trabalhos. “É importante melhorar os orçamentos públicos para o esporte. Precisamos de apoio do poder público e da iniciativa privada. O Judô está parado há 12 anos porque os tatames estão estragados”, completou Hamilton Reis, também do CAP.

De acordo com Paulo Carneiro, dirigente da Federação Baiana de Tênis de Mesa, muito foi feito com a Sudesb, mas há muitos desafios. “Precisamos ter o Fundo Estadual do Esporte. A Bahia foi o primeiro estado a criar o Sistema Estadual de Esporte, mas é preciso que as prefeituras criem os sistemas municipais. É importante um plano para formação de atletas e equipamentos olímpicos no estado”, destacou.

REIVINDICAÇÃO


Segundo o dirigente da Federação Baiana de Desporto Aquático, Eldebrando Filho, faltam ações coletivas e organização das entidades para reivindicar. “Basta que se cumpra as deliberações das conferências de esporte que muita coisa melhorará. Um bom exemplo é de São Caetano do Sul (SP), que criou 23 minivilas olímpicas na cidade. Quando se investe no esporte, se economiza em saúde e segurança”, afirmou.

O presidente da Federação Baiana de Beach Soccer, Francisco de Assis, lembrou que muitos atletas saem da Bahia por falta de apoio e planejamento. “Projetamos dois jogadores para a Seleção Brasileira, mesmo nesse quadro difícil. Precisamos de mais políticas públicas”, defendeu.

Para Geraldo Mota, da Federação Baiana de Futsal, as pessoas continuam esse trabalho por acreditarem na causa. “Parabéns à comissão por trazer esse debate ao Parlamento. Esperamos que as ideias se transformem em leis que fortaleçam o esporte na Bahia”, frisou.

Ex-atleta paralímpico e estudante de jornalismo, Charles Coutinho enfatizou que o esporte abre muitos caminhos, busca resultados e faz cidadãos. “Estou estudando jornalismo por causa do esporte. Muitas nações superam baixos índices de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) através da prática esportiva”, citou.












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