O governo do Estado deverá fazer investimentos vultosos nos próximos quatro anos no setor de logística de transporte. Os números anunciados ontem pelo secretário de Infraestrutura, Marcos Cavalcanti, são impactantes: U$ 500 milhões em rodovias, R$ 2 bilhões em aeroportos e R$ 500 milhões em um único gasoduto. Além disso, a Bahia será líder no país na produção de energia eólica. Segundo o secretário, o programa voltado à construção e requalificação das rodovias no Estado somam 4,3 mil quilômetros, e está dividido em duas etapas.
A primeira, já aprovada pela Assembleia Legislativa e agora dependendo de aprovação no Senado, abriga a construção de 2,3 mil quilômetros de estradas e um investimento de U$ 300 milhões já contratados junto ao Banco Mundial. A segunda etapa, com recursos oriundos do Banco Europeu, envolverá recursos de U$ 200 milhões e dois mil quilômetros de rodovias.
Na análise de Cavalcanti, somando-se com o que foi feito nos governos Wagner – que requalificou mais de oito mil quilômetros de estradas – a malha rodoviária baiana encontra-se no patamar “entre regular e bom”. Uma das fontes de recursos a serem utilizados pelo Estado para a manutenção das estradas será o Fundo Estadual de Investimento em Logística, aprovado pelo Legislativo em dezembro do ano passado, que autoriza a captação pelo Estado de 3% do ICMS sobre a gasolina.
Este Fundo começa a ser recolhido já no próximo mês e vai arrecadar algo em torno de R$ 100 milhões/ano. Quanto aos aeroportos, o plano é requalificar 20 deles distribuídos no Estado, sendo três de propriedade da Infraero e os 17 restantes do governo da Bahia.
LIDERANÇA
Outro ponto abordado ontem pelo secretário Marcos Cavalcanti em audiência pública da Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo, presidida por Hildécio Meireles (PMDB), refere-se à produção das energias renováveis. Na eólica, por exemplo, a Bahia caminha a passos largos para liderança no país. “Temos capacidade de produzir tudo o que o Brasil produz “, anunciou Cavalcanti, adiantando que já existem hoje na Bahia 33 parques eólicos, mas o projeto é que este número ultrapasse 160 com geração de quatro mil megawatts”, disse.
Há investimentos previstos também para o segmento da energia solar e um primeiro parque já está em fase de construção em Caetité. O Estado está fazendo “o mapa solar”, que identificará todos os pontos potenciais onde este tipo de energia pode ser gerado.
No que tange à energia tradicional, já existem 540 mil residências ligadas à rede e este ano mais 26 mil entrarão no programa. “ Ainda falta muito para a universalização da energia”, admitiu o secretário, ao tempo em que anunciou levantamento que já está sendo realizado em conjunto com a Coelba para identificar a demanda. Até o final do ano as necessidades serão levadas ao Ministério das Minas e Energia. O plano do governo é,
até o final da gestão Rui Costa, dotar todos os domicílios baianos de energia elétrica.
GÁS
Quanto ao gás, o secretário anunciou a construção do maior gasoduto sob responsabilidade de empresa estatal, que irá até Brumado transportando 400 mil m3 de gás. A obra estará sob responsabilidade da Bahiagás que investirá, com recursos próprios, R$ 500 milhões. Atualmente, informou Cavalcanti, há na Bahia 57 mil domicílios contratados e previsão de ligação de mais 38 mil à rede. A recuperação da malha ferroviária foi outro ponto levantado pelo secretário de Infraestrutura, pedindo que o assunto seja debatido pelos deputados. Uma das questões levantadas foi a análise mais detalhada no traçado, por exemplo, da Ferrovia Oeste Leste e da demanda de carga.
Hoje a Fiol possui grande demanda, sobretudo de grãos e minérios. Mas o secretário acha que ela pode e deve aumentar, incluindo não somente o transporte de carga mas até mesmo matéria prima a ser processada na Bahia de forma a aquecer a economia e a oferta de emprego e renda.
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