O cineasta baiano José Antonio Espinheira, conhecido como Tuna Espinheira, que morreu no último dia 28 de fevereiro, foi homenageado na Assembleia Legislativa pela deputada Fabíola Mansur (PSB). Em moção de pesar apresentada na Casa, a parlamentar contou que Tuna era apaixonado pelo cinema desde a adolescência. “Era cineasta, um intelectual muito preparado, profunda sensibilidade e consciência política, com atuação marcante no cinema baiano”, definiu ela, no documento.
Como documentarista, Tuna Espinheira realizou curtas-metragens, a exemplo de 'Dr. Sobral Pinto', 'Samba Não Se Aprende na Escola', 'Comunidade do Maciel', 'O Fazendeiro do Ar', 'A Ilha da Resistência' 'Leonel Mattos a 24 Quadros Por Segundo', entre outros. Também realizou o média-metragem de ficção 'O Cisne Também Morre'.
De acordo com Fabíola Mansur, ele também atuou como ator em 'Um Sonho de Vampiros', de Iberê Cavalcanti, em 1969, e apareceu em 'Cascalho' (“que essa Casa teve a honra de contribuir quando do lançamento, em grande festa, no Cine Iguatemi”), seu primeiro longa-metragem, com roteiro baseado no romance homônimo de Herberto Sales. “Totalmente rodado em Andaraí, na Chapada Diamantina, 'Cascalho' conta a saga dos garimpeiros na região na primeira metade do século passado - anos 30 -, e suas disputas com os coronéis”, observou ela.
A deputada lembrou ainda que Tuna Espinheira deixou inacabado um documentário sobre o educador baiano Anísio Teixeira, com registros em Caetité. “Se dependesse dele”, pontuou ela, “teria terminado, mesmo internado no hospital”. Por alguns anos, Tuna fez parte da diretoria de Audiovisual da Fundação Cultural do Estado da Bahia.
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