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Frente Parlamentar da AL lança Grupo de Trabalho das Águas

Publicado em: 06/03/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

O evento, coordenado por Marcelino Galo, contou com palestras de pesquisadores da Ufba
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A Frente Parlamentar Ambientalista da Bahia, coordenada pelo deputado estadual Marcelino Galo (PT), lançou ontem, na Assembleia Legislativa, o Grupo de Trabalho das Águas, com o objetivo de debater a crise hídrica no Brasil.  O evento contou com palestras de pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e representantes de diversos  movimentos sociais. No período da tarde, foi realizada a primeira exibição do filme “Sobre as Águas”, no auditório da Casa. O documentário mostra a importância das florestas para a conservação dos recursos hídricos no Brasil e problematiza o impacto do novo Código Florestal, aprovado pelo Congresso em 2012. 

Este é o 4º grupo de trabalho lançado pela Frente Parlamentar Ambientalista da Bahia. Além do GT das Águas, já foram criados o GT de Combate aos Efeitos dos Agrotóxicos, o GT de acompanhamento do Código Florestal e o GT de Resíduos Sólidos. A assessora especial do meio Ambiente da AL, Beth Wagner, elogiou o nível dos palestrantes e ressaltou a importância da criação do GT das Águas. “Temos problemas sérios de degradação nos nossos principais rios como o São Francisco, Joanes e Paraguassu e precismos encontrar formas de gerir melhor esses mananciais hídricos”, afirmou.

Marcelino Galo reiterou que o objetivo do GT é construir propostas focadas na restauração e preservação dos mananciais e de seus afluentes, cujo estado de degradação decorrente da poluição e destruição da mata ciliar influi diretamente na qualidade da água disponibilizada para consumo humano. “É responsabilidade de AL induzir esse debate envolvendo diversos atores da sociedade, ambientalistas, universidades, órgãos públicos de controle e fiscalização como o Ministério Público. Do contrário, a qualquer momento poderemos viver um colapso igual ou pior àquele vivido em São Paulo”, exortou Galo.

Para o petista, o desmatamento é uma das questões centrais que influem diretamente na crise hídrica que o país atravessa. Apesar de ter críticas ao novo Código Florestal, o parlamentar afirma que é necessário a efetivação desse marco regulatório para preservar o que resta da mata nativa. “Precisamos lutar para restaurar o máximo possível o que foi destruído porque as florestas são fundamentais para a conservação dos nossos recursos hídricos”, explicou o deputado.

Participaram como palestrante no evento de criação do GT das Águas a Coordenadora do Grupo de Pesquisas em Recursos Hídricos da Ufba, Yvonilde Medeiros, os professores doutores Luis Roberto Moraes e Bete Santos, também da Ufba, a promotora de Justiça do Ministério Público Estadual, Luciana Khoury e o representante do instituto Regional da Pequena Agropecuária, João Gnadlinger.
 



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