O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, decretou luto oficial de três dias em reverência à memória do ex-deputado federal e ex-ministro Prisco Viana, falecido na madrugada de ontem em Brasília em decorrência de complicações do mal de alzheimer. Ele conheceu Prisco Viana quando este integrava o ministério do presidente José Sarney e destacou a inteligência, a capacidade intelectual e a importância nacional desse político notável que muito ajudou a Bahia.
O deputado Marcelo Nilo prestou solidariedade aos familiares, correligionários e amigos do deputado Prisco Viana, “rogando a Deus que ofereça conforto a todos e ao mesmo tempo registrando a vida produtiva, plena que ele teve, se destacando no cenário político nacional”. No Legislativo, a biografia do ex-deputado federal e ex-ministro foi louvada de forma suprapartidária. O sepultamento aconteceu ontem, às 17h no cemitério Campo da Esperança, em Brasília.
MOÇÃO
Consternado, o líder do PDT, deputado Euclides Fernandes, protocolou moção de pesar, destacando o “seu bom caráter, honestidade e capacidade que o fizeram exercer seus mandatos de forma transparente e ética”. O deputado Vítor Bonfim (PDT), que é um dos representes de Caetité no Legislativo (suas raízes familiares estão na vizinha Guanambi), também lamentou o desaparecimento de Prisco Viana, que prestou “serviços relevantes à Bahia e aos baianos e mais profundamente à sua região”, sendo um dos maiores incentivadores da cultura de algodão naquela área.
BIOGRAFIA
Prisco Viana iniciou a carreira política pela Arena e depois migrou para o PMDB. Na redemocratização, estava no auge da sua influência política. O falecimento ocorreu na UTI de um hospital de Brasília, local em que seu corpo será enterrado. Jornalista profissional, tinha 82 anos, e já há algum tempo estava recluso por conta da doença que o vitimou. Esteve sempre ligado ao grupo do senador Luís Viana Filho e seu primeiro cargo de relevo na vida pública foi justamente de secretário de Comunicação na gestão do governador Luís Viana, elegendo-se em seguida deputado federal em 1971. Foi reeleito para as seis legislaturas subsequentes e em 2003 ficou na suplência de seu partido, o PPS.
Foi Ministro da Habitação, Urbanismo e Meio Ambiente, depois da Habitação e Bem-Estar Social no governo do presidente José Sarney. Em 1992 se candidatou a prefeito de Guanambi, mas não logrou êxito. Dez anos depois se candidatou a governador da Bahia, sendo derrotado por Paulo Souto. Político capaz, bom articulador político, foi um dos nomes mais influentes no Congresso Nacional – inclusive na Assembleia Nacional Constituinte. Representou o Brasil em diversas missões oficiais e publicou livros.
Também ocupou o cargo de diretor da Imprensa Oficial de Ilhéus; foi redator de debates, da Assembleia Legislativa da Bahia; subchefe de Gabinete do Ministério de Minas e Energia; e Secretário para Assuntos de Informação e Divulgação do Governo do Estado da Bahia, 1967-1971. Entre as condecorações que recebeu destacam-se a Ordem Nacional do Mérito, Grande-Oficial, MRE; Ordem de Rio Branco, Grande-Oficial, MRE; Ordem do Mérito da França, Governo Francês; Ordem de Bernardo O'Higgin, Governo do Chile.
E ainda a Ordem do Mérito Militar, Grande-Oficial, MEx; Ordem do Mérito Naval, Grande-Oficial, MM; Ordem do Mérito Aeronáutico, MAER; Ordem do Mérito de Brasília, Governo do Distrito Federal; Ordem do Ipiranga, Governo do Estado de São Paulo; Ordem do Aperipe, Governo de Sergipe; Ordem do Congresso Nacional; Ordem do Mérito, Governo de Goiás; Medalha do Mérito de Defesa Civil, Governo de Minas Gerais; Medalha da Inconfidência, Governo de Minas Gerais.
Bem como a Medalha de Honra da Inconfidência, Governo do Estado de Minas Gerais; Ordem do Mérito das Forças Armadas, EMFA; Medalha do Mérito de Santos Dumont, MAER; Medalha do Pacificador, MEx; Ordem do Mérito do Judiciário Militar, STM; Ordem do Mérito do Judiciário do Trabalho, TST; Ordem do Mérito Legislativo, Minas Gerais, 1988.
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