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Segurança é um desafio contemporâneo

Publicado em: 04/02/2015 00:00
Editoria: Diário Oficial

Parlamentares acompanharam o pronunciamento governamental com bastante atenção
Foto: Carlos Amilton Novaes/Agência-Alba
Essa realidade vem se alterando nos últimos anos, fruto de uma política nacional mais inclusiva, iniciada no governo de Luiz Inácio Lula da Silva e aprofundada nos governos de Jaques Wagner aqui e de Dilma Rousseff no plano nacional. Conseguimos reverter esses indicadores em várias áreas e nos tornamos campeões em alguns índices virtuosos: redução de números de famílias na extrema pobreza, de alfabetização de adultos, de acesso a água, entre outros.


Todos nós temos a consciência que segurança pública é hoje um desafio
da vida moderna e que assume uma relevância cada vez maior na sociedade. 


Mas todos nós temos a certeza de que ainda há muito por se fazer. No discurso de posse que fiz aqui, chamei a classe política, os servidores públicos e toda a sociedade a fecharmos um acordo de convivência em torno de três temas que afligem o nosso país e, consequentemente, o nosso estado. São eles educação, saúde e segurança.

Quero começar com tema da segurança pública. Recentemente, estive como Comandante Chefe da Polícia Militar da Bahia procedendo à transmissão de cargo ao novo Comandante Geral, e, naquela ocasião, tive a oportunidade de falar sobre a minha visão da segurança e sobre os princípios e ações que servirão de pilares para as atividades do meu governo nessa área.

Todos nós temos a consciência que segurança pública é hoje um desafio da vida moderna e que assume uma relevância cada vez maior na sociedade contemporânea. No caso da Bahia, o foco é o enfrentamento ao crime organizado e ao tráfico de drogas. Quando elaboramos a nossa proposta de governo, não apenas destacamos a importância desse tema, como apontamos que as soluções dependem de ações integradas de governo e de um amplo respaldo da sociedade. Cada vez mais é necessário articular, por um lado, a repressão qualificada, para punir aqueles que desrespeitam a lei, e, por outro, às políticas de prevenção social, para dar acolhimento e oportunidades aos que estão em busca do caminho do bem.
Quero reafirmar meu absoluto compromisso na construção de uma Polícia Cidadã. Uma polícia que está ali para proteger a sociedade, a agir sem trégua, com a força e energia necessária, mas sempre em conformidade com a lei. Isso exige uma integração cada vez maior das polícias, com uma atitude mais colaborativa e ações mais orquestradas entre a polícia militar, a polícia civil, a polícia técnica, os delegados, enfim, de todos os profissionais que formam esse conjunto da defesa pública.

O Programa Pacto pela Vida foi uma resposta oportuna nessa direção, pois permitiu incorporar as ferramentas de planejamento e gestão, integrar melhor as polícias e ampliar o conhecimento sobre a violência, seus indicadores e sua distribuição territorial. As Bases Comunitárias de Segurança já se mostraram uma experiência exitosa, permitindo a redução de crimes violentos contra a vida e o patrimônio nos lugares onde foram instaladas, transformando-se em um objeto de desejo das comunidades que mais sofrem os impactos negativos da criminalidade.

Exatamente para reforçar esse caminho que quero ampliar e valorizar mais o Pacto pela Vida, instalar mais Bases Comunitárias de Segurança e espraiar o trabalho de prevenção social.

Vamos qualificar ainda mais as estruturas das nossas polícias, convocar os concursados da Polícia Militar e Polícia Civil, incorporando mais pessoas dignas que queiram abraçar essa profissão valorosa. Vamos também convocar reservistas da PM para trabalhar nas áreas meio, liberando os agentes para as missões de rua. Além disso, para otimizar os recursos humanos e financeiros, vamos proceder a remodelagem da gestão organizacional e administrativa da PM permitindo que mais polícias possam ficar à disposição das atividades de segurança cidadã que a sociedade espera de nós. Uma das resoluções que estamos tomando é a de reduzir a cessão de policiais a outros órgãos e poderes para aumentar o contingente nas ruas, e por isso pedimos a compreensão frente às possíveis dificuldades que isso possa causar.



Quero reafirmar meu absoluto compromisso na construção de uma Polícia Cidadã.
 E isto exige uma integração cada vez maior entra as polícias.


E uma vez na rua, as nossas polícias têm que ter as condições adequadas de trabalho. Mesmo com todas as limitações orçamentárias, a nossa luta será para assegurar viaturas compatíveis, equipamentos individuais de proteção, abrir novos destacamentos independentes e criar uma unidade para Operações Especiais de combate ao crime organizado. Ainda este anos vamos instalar a nova base do Graer de Lençóis e iniciar a do Oeste. O Centro Integrado de Gestão de Emergência também ser entregue esse anos, assim como algumas unidades dos Diseps e as delegacias e unidades da PM que estão previstas nos recursos de Prosegurança, financiado pelo Banco do Brasil. 

É uma forma de humanizar mais o ambiente de trabalho das várias polícias em seu cotidiano. Com todos esses esforços, tenho certeza de que vamos reduzir os índices de violência, combater o tráfico de drogas, o crime organizado, o roubo a caixas eletrônicos, em suma, ampliar as condições de segurança para nossa sociedade e construir essa marca de uma polícia cidadã que todos nós almejamos.

Desta mesma forma, partindo de uma profunda convicção pessoal, fruto da minha própria história de vida, quero frisar outro dos temas centrais do meu governo, que é a educação. Ela é a base fundamental para assegurar a mobilidade social crescente, de forma democrática, especialmente para os jovens das classes mais humildes da sociedade, de onde eu vim. Se eu pude me desenvolver através da educação, se muitos exemplos positivos de superação que conheço também são frutos da educação, então é aí que devo firmar um compromisso de prioridade. Tanto que farei questão de monitorar pessoalmente os resultados durante o meu governo.


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