Quero iniciar saudando a todos os deputados e deputadas estaduais que aqui iniciam uma nova caminhada como representantes legitimamente eleitos pelo povo da Bahia em outubro do ano passado. Tenho certeza que esse será um Parlamento que irá trabalhar durante esta legislatura para se tornar cada vez mais reconhecido e respeitado. Sei que as bancadas, as lideranças, as representações partidárias, a combativa bancada feminina, os assessores e todos os servidores deste poder estão empenhados em fazer desta Casa, cada vez mais, um referencial de Parlamento no país.
O Executivo estará sempre de portas abertas para o diálogo e a
colaboração que se fazem necessários à boa relação entre os poderes.
Senhor presidente, quero aproveitar também para parabenizá-lo pela escolha dos seus pares para estar na direção dos trabalhos legislativos e ampliar esta saudação a todos os membros componentes desta nova Mesa Diretora. São os senhores que tem a responsabilidade de gerir esta Casa com o equilíbrio, a autonomia e o espírito de parceria que se espera de um Legislativo moderno e independente. Do nosso lado, o Executivo estará sempre de portas abertas para o diálogo e a colaboração que se fazem necessários à boa relação entre os poderes.
Esta é a segunda vez que venho a esta tribuna já na condição de governador. Sou consciente da responsabilidade que me foi atribuída pela escolha livre e democrática das urnas. E quero repetir aqui o que disse no dia da posse: a minha esperança é o que alimenta a minha caminhada e, tenho a certeza, não vou decepcionar o povo da minha terra.
Tenho uma carta de compromisso para com a Bahia. Ela foi construída a múltiplas mãos por mais de 50 mil pessoas, que se envolveram de maneira voluntária e comprometida para construir o projeto de uma Bahia melhor para todos.
Nosso Plano de Governo Participativo foi elaborado de forma inédita, ouvindo os mais distintos segmentos da nossa sociedade distribuídos pelos 27 territórios de identidade que compõem o nosso Estado. Ao todo, foram 24 encontros setoriais debatendo diversos temas relevantes, que vão da segurança à convivência com o semiárido; da proteção social à inovação tecnológica; da cultura à infraestrutura e logística; da questão da mulher ao desenvolvimento urbano, só para citar alguns temas. Além disso, alinhados com os novos tempos, ampliamos muito esse debate, utilizando o poder das novas tecnologias digitais, recebendo contribuições pela internet, inclusive nas redes sociais.
É esse documento que serve de referência para a mensagem que estamos apresentando aqui. Sobre ele construímos a nossa concepção de governo, com a mediação entre os nossos desejos e tarefa de se governar um Estado da complexidade do nosso, especialmente em um ambiente de restrições própria da conjuntura política e econômica que atravessamos. Nesse sentido, a nossa expectativa será sempre calibrada pelas condições reais do estado, sobretudo pela sua capacidade de investimento, mas sem perder os objetivos que nos norteiam e sem se acomodar diante das adversidades. Temos sempre que estender os limites do possível. Foi essa inquietude que aprendi com a minha mãe e essa é marca de toda minha trajetória de vida.
Faço aqui uma explicitação dos princípios norteadores do nosso governo e apresentar as ações a serem executadas ao longo desses quatro anos de governo. Ao mesmo tempo fazer referências aos valores que servirão de esteio para minha administração, especialmente em um momento que a sociedade cobra de toda a classe política uma postura transparente, ética, baseada em compromissos plausíveis.
Plano de Governo Participativo foi elaborado de forma inédita, ouvindo
segmentos dos 27 territórios de identidade que compõem o nosso Estado.
Começo me referindo à necessidade de políticas que promovam ainda mais o desenvolvimento social. Nosso Estado, apesar de estar entre os primeiros do país do ponto de vista do seu peso demográfico e econômico, não alcança essa mesma preponderância quando se trata dos seus indicadores sociais, principalmente aqueles que dizem respeito às condições de vida da nossa gente mais humilde. Somos fruto de uma construção histórica, que remonta às nossas raízes coloniais, mas que se estende por um longo período de concentração de renda e poder, que trouxe inevitavelmente como consequência a exclusão social. Éramos campeões em analfabetismo, em casas sem luz, em pessoas sem acesso a água, em desemprego.
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