Conhecido por sua defesa da valorização do salário mínimo, o senador gaúcho Paulo Paim (PT) vai receber o título de cidadão baiano. A homenagem foi proposta pela deputada Fátima Nunes (PT) e aprovada pela Assembleia Legislativa. “A acentuada dedicação pelo social e respeito pelo país justifica a concessão do título a esse homem guerreiro e nos faz refletir a sua relevância para a sociedade por contribuir pelo desenvolvimento da nação, além de ser um grande defensor dos direitos humanos”, afirmou a parlamentar, ao justificar a proposta.
Paulo Paim nasceu em 15 de março de 1950, em Caxias do Sul. Começou a trabalhar aos 8 anos de idade, amassando barro numa fábrica de vasos. Após concluir o curso primário, ingressou no Senai, tornando-se então metalúrgico. “Operário e negro, Paim enfrentou muitos preconceitos e dificuldades para ser o deputado mais votado no Rio Grande do Sul e, segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, estar entre os parlamentares de maior destaque no Congresso Nacional”, contou Fátima.
Em 1981, Paim foi eleito presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e reeleito no mandato seguinte. Em 1982, foi eleito presidente da Central Estadual de Trabalhadores do Rio Grande do Sul, organismo que congregava as forças do sindicalismo gaúcho.
Candidatou-se pela primeira vez a deputado federal em 1986. “Eleito como deputado constituinte e presente entre os dez mais votados do Rio Grande do Sul, ficou nas suas mãos e nas mãos de seus companheiros a construção da nova Carta Magna. Neste período foi considerado um dos principais articuladores das conquistas do capítulo da Constituição que trata da Ordem Social”, observou ela.
Em 1990 foi eleito mais uma vez, ficando entre os três mais votados do estado. Em 1994 foi reeleito deputado federal, sendo o mais votado da região Sul, com 138.558 votos. Repetiu a atuação nas eleições de 1998, quando foi reeleito para o quarto mandato.
“Sua marca no Congresso Nacional é a de defensor incondicional do salário mínimo”, explicou Fátima Nunes. “Sacrificou noites e dias em discussões e levantamentos de dados para a construção de uma política de salário digna para os trabalhadores. Enfrentou oposicionistas fervorosos no governo e na sociedade em geral. Vale ressaltar, que Paim foi chamado de demagogo, mas nunca desistiu de seus propósitos, alcançando vitórias significativas para os trabalhadores, sem nunca esquecer da classe dos aposentados”, afirmou ela, acrescentando que, em 1992, Paim conseguiu assegurar o reajuste de 147% a todo assalariado brasileiro, bem como aos aposentados e pensionistas.
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