A verdade é que estou aqui hoje, governador eleito pelo povo da Bahia, porque
eu e milhares de baianos e baianas nunca desistimos de sonhar e de lutar.
O texto é dela:
‘Os sonhos realizados são para aqueles que têm atitude
Para aqueles que têm humildade
E para aqueles que são capazes de enfrentar tudo
Para avançar nos seus objetivos
Pois alcançou sucesso aquele que viveu bem
Aquele que riu com freqüência, amou muito
E teve Deus como centro de tudo’.
Ouvi algumas vezes quando criança e adolescente a seguinte frase: “Pra que estudar tanto? Pobre não tem vez mesmo”. Ouvi em outros momentos: “Pra que tanta dedicação? Pra que se doar tanto à luta coletiva?”.
Estou aqui hoje, governador eleito pelo povo da Bahia, porque eu e milhares de baianos e baianas nunca desistimos de sonhar e de lutar.
A Bahia e o Nordeste crescem, porque superamos aquela velha lógica de esperar o bolo crescer para só depois dividir. Comprovamos, desde o primeiro governo do presidente Lula, que a receita do verdadeiro desenvolvimento é crescer repartindo.
Ou seja: é preciso dividir as riquezas para multiplicar as oportunidades. É preciso incluir os segmentos tradicionalmente excluídos da população na economia do nosso estado. Garantir o acesso ao crédito, garantir a assistência técnica e o incentivo às formas cooperadas de produção. Vamos ampliar a inclusão produtiva para que, de fato, o desenvolvimento seja compartilhado por todos.
Estamos caminhando nesse sentido. Vale lembrar que, durante décadas, a Bahia pouco investiu em sua infraestrutura logística, o que contribuiu para isolar economicamente boa parte do nosso estado. Somente nos últimos anos, começamos a superar esses gargalos com grandes investimentos em infraestrutura. Investimentos que vão seguir em frente e elevar o protagonismo da Bahia no cenário econômico nacional.
Além de uma sólida política de construção e manutenção da malha viária, vamos avançar na recuperação e expansão dos aeroportos baianos e na expansão do modal ferroviário, com a Ferrovia Oeste-Leste, integrando todo o estado, de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste, ao Porto Sul, em Ilhéus.
Tenho certeza de que todo esse esforço vai colocar a Bahia em um novo patamar de desenvolvimento, com o aumento da competitividade da nossa economia, a atração de novas indústrias, novas empresas e a geração de mais empregos e oportunidades em todas as regiões.
Porém, todas as ações para promover a inclusão social e o desenvolvimento econômico dependem de uma gestão cada dia mais eficiente. Nossos esforços foram iniciados, ainda na fase de transição, com a elaboração de uma reforma administrativa aprovada aqui nesta Casa - e eu quero agradecer a todos os deputados e deputadas -, cuja finalidade foi adaptar as estruturas do Estado aos novos desafios.
Vamos fortalecer o planejamento, ajustar as atividades das secretarias às diretrizes estratégicas do governo e fazer com que os órgãos públicos funcionem em sintonia, evitando a atuação isolada e sem coordenação.
E aqui eu abro um parêntese para dizer, e eu já conversei com os secretários, nós vamos, definitivamente, implantar um governo que funcione de forma transversal e de forma compartilhada entre todas as secretarias. Disse recentemente, numa coletiva à imprensa, não permitirei a formação de ilhas no governo, porque isso não é bom para o governo, não é bom para a política, e é péssimo para a população. Portanto, o governo trabalhará em parceria, em sintonia, e de forma transversal entre todas as secretarias.
Não serei um gerente, levarei a voz dos baianos, a voz dos nordestinos ao plano nacional. E para essa missão quero convidar todos os prefeitos, prefeitas, deputados, deputadas, em especial, os federais e os senadores.
É urgente a revisão do nosso Pacto Federativo. Os estados e municípios devem ampliar sua capacidade de arrecadação. Não é aceitável o nível de concentração de recursos no plano federal.
A Bahia cresce porque superamos aquela velha lógica de esperar o bolo crescer
para só depois dividir. O verdadeiro desenvolvimento é crescer repartindo.
Brasília se agiganta a cada dia, a burocracia custa caro e atrasa os investimentos no país. E aqui falo com razão de causa, como testemunha, como secretário da Casa Civil que fui. São necessários, no mínimo, dois anos entre a autorização da presidenta ou do ministro e o início físico dos projetos nos estados e municípios. E o país e a Bahia não podem esperar tanto tempo.
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