Quero agradecer, em especial, ao meu amor, a minha esposa, a minha companheira Aline, que tem me acompanhado e me dado muita alegria e força nesse momento e nesta trajetória. Aos meus filhos, Aline, Caio e a pequena Marina, agradeço pela compreensão das minhas ausências. Quero, mais uma vez, registrar o meu amor, o meu carinho e o quanto vocês me enchem de orgulho e contentamento.
Agradeço, com muita emoção, ao meu pai, Cloves dos Santos, metalúrgico, nascido em São Gonçalo dos Campos, e a minha mãe, Maria Luzia Costa dos Santos, que no dia 9 de janeiro completam 20 anos que ela não está mais entre nós. Ela foi uma doceira, nascida em Serrinha, que veio morar no convento de freiras em Salvador, ainda criança, quando seus pais morreram de tuberculose naquela cidade.
Além da vida, vocês, meus pais, me transmitiram os valores da família, da honestidade, da ética, do trabalho, da perseverança e da educação. Agradeço aos meus irmãos Robson, Roberval e a minha irmã Rose. O destino nos fez irmãos de sangue, mas também nos uniu na luta pela superação dos obstáculos. As dificuldades da vida nos fizeram mais fortes, as tristezas nos fizeram mais humanos.
A esperança e a convicção em uma vida melhor para todos nos fizeram mais felizes.
Não tive que ir primeiro aos dicionários. O sentido da palavra comunidade estava ali,
na minha frente, diante de mim, na prática, no bairro onde nasci, a Liberdade .
Agradeço, de forma particular, ao governador Jaques Wagner, pela sua amizade ao longo de 32 anos, agradeço pela sua importância na minha vida pública e nessa conquista, que é de todos nós. Sei bem que, com tudo isso, também vem a responsabilidade de substituí-lo na condução de um estado com tamanha importância e com um povo tão especial, como a Bahia.
Quero agradecer ainda aos meus companheiros de caminhada do movimento sindical, os companheiros dos movimentos sociais, de tantas causas e conquistas. Quero saudar os partidos políticos que estiveram conosco nesta caminhada, cumprimentando os presidentes e militantes de todos eles. Quero saudar também e agradecer a presença do vice-almirante Caroli, comandante do 2º Distrito Naval; do general de Divisão Artur Costa Moura, comandante da 6ª Região Militar; do coronel aviador Aleixo, comandante da Base Aérea de Salvador.
Agradeço aos prefeitos e prefeitas, vereadores, secretários e representantes de entidades da sociedade civil organizada.
Agradeço a presença das demais autoridades, da imprensa e representantes de todos os veículos de comunicação.
‘Um povo que não luta pelos seus direitos não é digno deles’.
Senhoras e senhores,
Sou filho da Liberdade. Nasci na encosta daquele bairro negro da nossa Salvador. E, neste momento, passa um filme em minha mente: nele, vejo os meus vizinhos e amigos de infância. E quero afirmar, neste momento, com toda convicção do fundo da minha alma, o ser humano que sou hoje, além dos ensinamentos da família e da escola, foi forjado na convivência com todos eles.
Foi assim que aprendi o significado da palavra comunidade. Não tive que ir primeiro aos dicionários. O sentido desta palavra estava ali, na minha frente, diante de mim, na prática. E assumia forma e conteúdo nos mutirões de crianças e jovens que montavam caixas de papelão para vender à fábrica de sabão e velas que ficava localizada na avenida Nilo Peçanha, na Calçada. Era assim que se ganhava um trocado para o pão e o leite no final das tardes.
Esses mesmos conceitos de comunidade e solidariedade se materializavam nos mutirões dos adultos aos domingos, com direito aquela feijoada para bater a laje do vizinho. Todos eles ajudaram a formar as minhas convicções e a minha determinação na luta pela superação das injustiças sociais. Agradeço, neste momento, ao povo da Liberdade, ao povo da Bahia. E quero cumprimentar de forma especial duas pessoas que estão aqui neste momento, uma que cresceu junto comigo, na mesma rua, o companheiro e amigo João, que está ali presente, na primeira fila, junto com a minha família, e a dona Marilene, minha vizinha, que conviveu por tantos anos com minha mãe. Ela conviveu e ajudou a minha mãe a implantar projetos sociais, a cuidar da criançada. Cumprimento a senhora, dona Marilene, e vejo na sua pessoa a imagem da minha mãe. Não é fácil falar, porque é evidente, meu pai metalúrgico ajudou muito na formação do meu caráter, da minha personalidade, mas eu diria que quem estruturou a minha alma, a minha determinação, foi a luta da minha mãe e de mulheres como dona Marilene, que às vezes abandonavam a própria família para cuidar das crianças da rua.
Aprendi a lidar com a vida simples. A labuta cotidiana me ensinou que, para conseguir vitórias, é preciso ter muita raça, determinação e humildade, mas, sobretudo, é preciso ter coragem.
É por isso que digo: a minha história se confunde com a história de superação de milhões de baianos e brasileiros. Gostaria de relembrar aqui uma citação do mestre Ruy Barbosa: ‘Um povo que não luta pelos seus direitos não é digno deles’.
Aprendi a lidar com a vida simples. A labuta cotidiana me ensinou que, para conseguir vitórias, é preciso ter muita raça, determinação e humildade.
E o povo baiano lutou, conquistou e agora quer mais. Percebi, nesta caminhada, o brilho nos olhos de milhares de baianos, expressando a vontade de seguir em frente. Tenham a certeza de que terão um governador que vai seguir lutando ao lado do povo por novas mudanças e mais oportunidades.
Precisamos ter sensibilidade e vontade política para gerar e manter as oportunidades para as crianças, jovens, adultos e pessoas idosas. Um governo precisa entender os desafios e preconceitos pelos quais passam as pessoas com deficiência, os negros, os índios, as mulheres e a população LGBT.
Todos nós, homens, mulheres, negros, brancos, pardos, baianos, com imenso orgulho, queremos uma Bahia com mais oportunidades. Da cidade de Abaré, no norte do estado, a Mucuri, no extremo sul, do Conde a Cocos, somos um povo só, parte de um país continental e estamos entre os estados brasileiros com a maior extensão territorial. Vamos continuar levando mais oportunidades a todas as regiões.
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