Em solenidade marcada pela emoção, o governador da Bahia Rui Costa (PT) e o vice João Leão (PP) tomaram posse, na manhã do dia 1º, em solenidade realizada na Assembleia Legislativa. Em seu primeiro discurso como chefe do Executivo baiano, Rui chorou ao citar o pai, Clóvis dos Santos, e a sua mãe, Maria Luzia Costa dos Santos, e ficou parte do tempo em que esteve na tribuna com a filha caçula no colo. Rui se emocionou em outros dois momentos durante o discurso e foi interrompido 17 vezes por aplausos do plenário.
O novo governador baiano chegou ao palácio Deputado Luís Eduardo Magalhães acompanhado pela esposa, dona Aline Peixoto, e a filha pequena, Marina, por volta das 9h, e foi recebido pelo presidente Marcelo Nilo, seguindo para o Salão Nobre. Depois, foi conduzido por uma comissão integrada pelos deputados Zé Neto (PT), líder da maioria; da oposição, Adolfo Viana (PSDB); Rosemberg Pinto (PT); Alan Sanches (PSD); Ronaldo Carletto (PP); Marquinhos Viana (PV); Euclides Fernandes (PDT) e pela representante da parlamentar, Ivana Bastos (PSD).
A sessão foi aberta, às 9h10, pelo presidente Marcelo Nilo. No plenário, lotado, estavam presentes as maiores autoridades civis, militares e eclesiásticas da Bahia, começando com a execução do Hino Nacional pela banda Maestro Wanderley da Polícia Militar. Logo depois, Rui Costa leu o compromisso de posse expresso no artigo 101 da Carta Magna estadual: “Prometo manter, defender e cumprir as constituições Federal e Estadual, observar as leis, promover o bem geral do povo e sustentar a autonomia e a integridade do Estado da Bahia”.
Foi lida em seguida pelo primeiro secretário ad hoc, deputado Rogério Andrade (PSD), a sua declaração bens. Assinando junto com os secretários da sessão – o segundo secretário ad hoc foi Fabrício Falcão (PC do B) – o termo de posse. Foi então declarado como empossado no cargo de governador da Bahia pelo presidente Marcelo Nilo às 9h21. O processo se repetiu em relação a João Leão, empossado como vice-governador sete minutos depois.
O governador Rui Costa leu, emocionado, o seu pronunciamento em pouco menos de meia hora. Leu um poema, citou Rui Barbosa, lembrou a origem modesta, filho de um operário e uma doceira, e dedicou palavras de afeto à “esposa e companheira”, bem como aos filhos, Aline, Caio e Marina, e aos irmãos Robson, Roberval e Rose.
Tanto no discurso quanto em entrevista coletiva concedida no final da solenidade, Rui Costa enumerou as prioridades do governo que se inicia agora: saúde, educação e segurança pública – e a melhoria da gestão, para não dispersar recursos ou perder a centralidade. Ao funcionalismo garantiu que estará sempre aberto ao diálogo, pois sabe da importância do segmento para que a prestação de serviços à população seja aperfeiçoada.
Ele abandonou em três oportunidades o discurso escrito (com cuidado de informar à imprensa dos “cacos”), reservando espaço para dirigir palavras de estímulo ao Legislativo e ao presidente Marcelo Nilo. lembrou o apoio que encontrou na Casa para aprovar a adequação da máquina administrativa ao projeto que executará. Citou o antecessor, e amigo há 22 anos, Jaques Wagner, em três oportunidades – quando ressoaram os aplausos mais fortes de toda a solenidade.
Em rápido pronunciamento, o deputado Marcelo Nilo agradeceu as palavras de apoio endereçadas ao parlamento e reafirmou o compromisso dos 63 deputados estaduais para com a Bahia e os baianos – que jamais foi esquecido. A banda da PM executou então o Hino da Bahia e a solenidade foi encerrada.
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