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Comissão Estadual da Verdade entrega relatório de atividades

Publicado em: 30/12/2014 00:00
Editoria: Diário Oficial

Presidente Marcelo Nilo e outros parlamentares prestigiaram solenidade na Governadoria
Foto: Neusa Menezes/Agência-Alba
O deputado Marcelo Nilo representou a Assembleia Legislativa da Bahia na solenidade de entrega do primeiro relatório de atividades da Comissão Estadual da Verdade ao governador Jaques Wagner. O ato foi realizado na governadoria e contou com as presenças de vários parlamentares, inclusive Marcelino Galo e Yulo Oiticica. O primeiro, presidente da Comissão Especial da Verdade do Legislativo, e o segundo, ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Casa.

Para o presidente da Assembleia, conhecer o passado é essencial para que se evite a repetição de erros e o regime democrático se consolide cada vez mais no nosso país, sepultando de nossa história o golpismo e outras iniciativas de cunho autoritário. Ele elogiou o trabalho realizado pelos integrantes do colegiado e salientou a devolução simbólica dos mandatos parlamentares ceifados no pós-64, a partir de trabalho do grupo presidido pelo deputado Marcelino Galo em ato memorável que contou com a presença do governador da Bahia.

Este primeiro relatório de atividades tem cerca de 300 páginas e recomenda “a reinterpretação ou mudança da Lei de Anistia”, com o objetivo de responsabilizar os agentes públicos que foram autores de torturas e ocultação de cadáveres. Além de entregar o relatório, que foi elaborado entre os anos de 2013 e 2014, a comissão coordenada pelo jornalista Carlos Navarro Filho recomendou ao governador Jaques Wagner, que seja implantado no currículo da rede estadual de ensino uma disciplina que trate da memória da Ditadura no Brasil – entre outras ações.
Emocionado, o vice-presidente Yulo Oiticica esteve ao lado das vítimas e parentes das vítimas da ditadura, durante a entrega do documento. Para ele, esse é um momento importante em que o Estado baiano reconhece aos que resistiram e à nova geração o respeito a todos que participaram da história. Sentimento idêntico marcou o semblante de Marcelo Galo, defensor da apuração rigorosa dos crimes cometidos por agentes públicos durante esse período.

Na ocasião, o governador Wagner falou do orgulho que sente com a entrega do relatório. “A busca da verdade histórica, sem rancor, é fundamental para a gente saber de onde a gente veio e para aonde a gente vai”, registrou o chefe do Executivo, ele próprio perseguido no Rio de Janeiro quando era estudante de engenharia.





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