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Poder Legislativo lança livro do historiador Ubaldo Porto

Publicado em: 18/12/2014 00:00
Editoria: Diário Oficial

Délio Pinheiro, assessor para Assuntos Culturais, abordou o programa editorial da Assembleia
Foto: Paulo Mocofaya /Agência-Alba
Com o lançamento do livro "O Submarino que Mudou o Curso da História no Brasil", do historiador Ubaldo Marques Porto Dantas Filho, ontem, às 17h, a Assembleia Legislativa encerra o ano com 152 obras nos quase oito anos do deputado Marcelo Nilo na presidência do Legislativo. Cerca de 200 pessoas estiveram na cerimônia que contou com as presenças do presidente da Companhia Baiana de Recursos Minerais, Hari Alexandre Brust, e do secretário de Turismo da Bahia, Pedro Galvão.

Deputados, acadêmicos, admiradores e familiares do autor prestigiaram o lançamento da obra que decifra um episódio icônico da primeira metade do século passado, quando um submarino alemão, o U-507, afundou navios de passageiros e carga na costa brasileira, matando 743 pessoas até a declaração de guerra, em 31 de agosto de 1942. Eram naves de cabotagem desarmadas. Foi a gota de água que fez o presidente Getúlio Vargas abandonar a tradicional política pacifista do Brasil e declarar guerra a Alemanha e seus aliados do chamado Eixo que reunia aquele país à Itália e ao Japão.

A proximidade do recesso parlamentar do final de ano e com projetos de grande impacto em análise no plenário, inclusive a proposta orçamentária para 2015, não foi possível ao presidente Marcelo Nilo cumprir a praxe de lançamentos anteriores – suspendendo os trabalhos durante o tempo necessário à solenidade. Portanto, ele abriu a cerimônia e logo depois retornou ao comando da sessão plenária, sendo representado pelo assessor para Assuntos de Cultura, professor Délio Pinheiro.

Mas o livro não trata apenas dos afundamentos realizados na costa do Nordeste, na Bahia inclusive, pelo submarino alemão, fazendo de forma didática uma apreciação da conjuntura da época, do "getulismo", e da participação dos brasileiros na Segunda Guerra Mundial. A obra tem apresentação do presidente Marcelo Nilo, prefácio de Alexandre Brust e posfácio de Pedro Galvão, todos admiradores confessos do presidente Getúlio Vargas.

PESQUISA

O primeiro a falar foi o escritor Ubaldo Marques Porto Filho que lembrou a gênese da sua pesquisa, iniciada 44 anos atrás e do relacionamento pessoal que mantém com Alexandre Brust, "patrono" da publicação desde a década de 1970, quando se conheceram na Coelba. Introduzido no "getulismo" pelo amigo, explica que o personagem central de sua obra é o presidente Getúlio Vargas, funcionando o lançamento do livro simbolicamente como o último ato na Bahia das reflexões suscitadas pelo transcurso do 60º aniversário da sua morte.
O presidente da CBPM agradeceu o apoio do Legislativo para a publicação, fez uma defesa do período de Getúlio no governo, inclusive no período autoritário do Estado Novo e classificou o ex-presidente como o "maior estadista de nossa nação". Alexandre Brust foi surpreendido com o chamamento a se pronunciar e preferiu ler o prefácio que fez para "O Submarino que Mudou o Curso da História do Brasil" – em que destaca a visão parcimoniosa, amadurecida e bem embasada do período analisado no livro. Encerrou elogiando a atitude do presidente Marcelo Nilo com o programa Assembleia Cultural, que tem trazido a lume para conhecimento das novas gerações trabalhos notáveis sobre nossa história recente e sobre baianos ilustres nos mais variados campos de atuação humana.

Por seu lado, o secretário Pedro Galvão revelou a admiração que sente por Getúlio Vargas, "um autêntico estadista, talvez o de maior estatura da história da América Latina", que diante de uma possível indecisão entre apoiar o Eixo ou os aliados, obteve das potências que lutavam contra o nazifascismo o "que mais precisávamos para o desenvolvimento nacional, a siderurgia – a usina de Volta Redonda, depois Companhia Siderúrgica Nacional”. Para ele, Getúlio foi um líder ditatorial (no primeiro governo), mas progressista, humano e nacionalista que deixou uma notável obra social, previdenciária e trabalhista, além de iniciar as bases da nossa indústria.
O professor Délio Pinheiro abordou o programa editorial da Assembleia, que já colocou no mercado 152 livros, o que dá uma média mensal superior a dois lançamentos. "Convenhamos que isso não é pouco, pois é óbvio que o Legislativo não é uma editora, suprindo apenas uma lacuna do mercado editorial local". Informou que a Casa já publicava livros importantes para a nossa história e para nossas letras, mas essa iniciativa "ganhou musculatura na gestão do presidente Marcelo Nilo, aproximando o Legislativo de instituições caras à Bahia e aos baianos no âmbito cultural e empresarial pela excelência das obras resgatadas".

Registrando que a historiografia baiana é rarefeita, inclusive sobre temas relativamente recentes, Délio Pinheiro disse que o livro agora publicado acabou, inclusive, com um mito que guardava – a suposta ação de submarinos americanos na costa brasileira, se passando por navios alemãs, para atrair o Brasil para o lado dos aliados na Segunda Grande Guerra. Para ele, esclarecer fatos históricos, reverenciar a memória dos nossos maiores vultos e manter vivos nossos grandes autores e as nossas grandes obras é papel que o Legislativo da Bahia vem cumprindo. Encerrou informando que outros 15 livros estão em fase de edição ou impressão na Casa.

Ubaldo Marques Porto Filho autografou o volume para a fila de admiradores e interessados por quase duas horas após o encerramento da solenidade que contou com as presenças do presidente em exercício do Instituto Histórico e Geográfico, Eduardo Morais de Castro, do ex-deputado federal Gorgônio Filho, dos deputados Maria del Carmen, Zé Neto, Pastor Sargento Isidório, Jurandy Oliveira, Zé Raimundo, Maria Luiza Laudano, Adolfo Menezes, Adolfo Viana, Yulo Oiticica, Luiza Maia e Reinaldo Braga.





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