A Assembleia Legislativa lança hoje, às 18h, na Academia de Letras da Bahia o oitavo volume da coleção “Mestres da Literatura Baiana”. O livro de contos “O Telefone dos Mortos”, do jornalista João Carlos Teixeira Gomes, o Joca, flerta com o fantástico em 11 dos 21 contos (um deles inédito) distribuídos em suas 274 páginas divididas em dois segmentos: As verazes Fantasias e as Fábulas do Cotidiano.
Prefaciado pelo presidente da Academia de Letras, Aramis Ribeiro Costa, esse trabalho teve a sua última edição publicada em 1997, só sendo encontrado em sebos com preços proibitivos, especialmente para os jovens. Daí a indicação dos acadêmicos para resgate dessa instigante e bem escrita ficção, obra do multifacetado escritor que é João Carlos Teixeira Gomes, jornalista com marcante presença como editor chefe do Jornal da Bahia, professor universitário, ensaísta, crítico literário (especialista em sonetos) e poeta.
Autor de enciclopédica cultura, ele já teve publicado pelo Legislativo o romance “Assassinos da Liberdade”, ambientado nos anos de chumbo do pós-golpe de 1964, quando foi inaugurado o selo de inéditos da Casa. Para o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, “publicar uma obra escrita por Joca é um privilégio que não imaginou alcançar, pois sabe da sua importância como homem de imprensa e literato, um ícone da nossa Bahia”.
MESTRES DA LITERATURA
Prevista para 20 volumes, esta coleção pretende disponibilizar para as novas gerações obras indispensáveis dos melhores escritores de nossa terra, abarcando todos os gêneros literários. Concebida pelo presidente da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa, “Mestres da Literatura Baiana” não abarcará obras disponíveis nos catálogos das editoras comerciais – só encontrados em sebos.
Inaugurou a coleção “A Bahia já foi Assim”, de Hildegardes Vianna, cronista de “A Tarde” por 50 anos. Já os dois volumes de “Contos e Novelas Reunidos”, englobam em suas quase 900 páginas “toda a gama dos sentimentos humanos, prova inconteste da admirável literatura de Hélio Pólvora”. Como são também os poemas resgatados de Afonso Manta e os três livros de Wilson Lins do médio São Francisco que integram essa coleção.
O programa editorial do Legislativo foi pensado como uma ação de marketing cultural, sendo convertido numa vigorosa arma de afirmação cultural. Figura como gênese desse trabalho o pioneiro convênio firmado com a Academia de Letras, antecedido pela publicação do livro “Pau de Colher, um pequeno Canudos”, de Raimundo Estrela. O primeiro convênio foi assinado pelo então deputado Antonio Honorato e pelo saudoso professor Cláudio Veiga, renovado por seus sucessores Edivaldo Boaventura e Aramis Ribeiro Costa – e por todos os presidentes da Assembleia.
Modelo que se multiplicou, pois a Casa agora está associada a Universidade Federal da Bahia, a Associação Comercial da Bahia e a Universidade Estadual do Sudoeste. E mantém parcerias com a Fundação Casa de Jorge Amado, o Museu Eugênio Teixeira Leal e a Fundação Pedro Calmon, entre outras instituições, ampliando o âmbito do programa editorial.
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