Acadêmicos, escritores, professores, empresários, familiares de palestrantes e ex-funcionários do Grupo Econômico lotaram o espaço Versátil, no Ondina Apart Hotel, para o lançamento do quarto volume da coleção Memória da Bahia, publicado em regime de coedição pela Assembleia Legislativa da Bahia e o Museu Eugênio Teixeira Leal – Memorial do Econômico e prefaciado pelo ex-governador Roberto Santos. O volume contém 15 palestras sobre os temas "Mulher" e "Personalidades da nossa Bahia". Na ocasião, foram comemorados os 55 anos da Fundação Econômico Miguel Calmon e dos 30 anos da criação do Museu Eugênio Teixeira Leal – Memorial do Banco Econômico.
Impossibilitado de comparecer, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, foi representado na solenidade pelo professor Délio Pinheiro, assessor para Assuntos de Cultura da Casa. De início, foram agraciados com a medalha Eugênio Teixeira Leal personalidades com relevantes serviços prestados à instituição e que contribuíram decisivamente para a criação e funcionamento do museu, bem como para a execução de um programa educativo e cultural eficaz.
TRABALHO
Nos pronunciamentos, a defesa unânime da excelência dos serviços prestados à cultura e a museologia, em especial, pelo museu Eugênio Teixeira Leal – Memorial do Econômico, que atua no sentido de incluir socialmente a comunidade do seu entorno, no Pelourinho, e o programa editorial do Legislativo que publicou cerca de 200 livros, 152 apenas nos últimos oito anos, correspondentes à gestão do presidente Marcelo Nilo. A diretora da instituição, Eliene Dourado Bina, destrinchou a trajetória daquele museu, dividindo-a em dois períodos, o primeiro até 2001. Ela frisou a importância do trabalho de antecessores como o saudoso professor José Calasans e de Antônio Pedreira de Freitas Burity, presente ao ato.
Lembrou a inserção do museu no Pelourinho, antes das reformas inciadas em 1991, e a lacuna coberta na grade dos cursos de museologia, biblioteconomia e arquivismo pelos excelentes cursos e seminários ali realizados, da qualidade e remuneração superior destinadas aos estagiários – bem como das significativas exposições e palestras como as realizadas entre 1985 e 1995, que renderam a coleção Memória da Bahia. Do segundo período, salientou a busca de recursos para projetos, a obtenção do status de utilidade pública municipal e estadual (que permitem a celebração de convênios com o poder público) e os trabalhos de inserção social realizados – além de agradecer o apoio recebido dos presidentes Clóvis Ferraz e Marcelo Nilo, nos últimos dez anos.
TAREFA
Coube ao professor Délio Pinheiro traçar um breve resumo do programa editoral do Legislativo e da tarefa enorme que foi a conversão das 100 palestras da linguagem oral para o texto escrito, constantes da coleção Memória da Bahia. Exemplificou parcerias e convênios firmados com a Ufba, a Uesb, a Associação Comercial da Bahia, a Fundação Casa de Jorge Amado, a Câmara Baiana do Livro, a Fundação Pedro Calmon, o Instituto Geográfico e Histórico e o Museu Eugênio Teixeira Leal – entre outras instituições.
Falou ainda do nicho de trabalho da Assembleia ao citar a publicação, nove anos atrás, do “O Mundo Estranho dos Cangaceiros”, livro de referência sobre cangaço, de Estácio de Lima, há 50 anos fora de catálogo, como também acontecia com “Cascalho” de Herberto Sales, que trata das relações feudais entre garimpeiros e os coronéis na Chapada Diamantina da década de 1940.
“Este é o espaço que o Poder Legislativo procura abrir, se associando a prestigiosas instituições da Bahia, contribuindo para a preservação do que de melhor há na nossa cultura”, completou. O professor ainda detalhou os vários selos lançados pelo Legislativo (Ponte da Memória, Cangaço, Inéditos – entre outros) e coleções como a “Gente da Bahia” e a “História do Comércio Baiano”, esta em parceria com a Associação Comercial.
ACERVO
O último a falar foi o doutor Ângelo Calmon de Sá que lembrou a importância para a numismática do acervo reunido pelo Banco Econômico, historiou a concepção e fundação do museu, além de elogiar a gestão atual e o apoio oferecido pelo atual diretor-presidente da Fundação Econômico Miguel Calmon, Luiz Carlos de Andrade Ribeiro. No que foi secundado pela diretora Eliene Bina. Ele dedicou palavras extremamente amáveis à equipe e a diretora da instituição, louvando sua tenacidade e determinação, que “trouxeram uma projeção que o museu Eugênio Teixeira Leal não teve em período de maior abundância ou afluência”.
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