O deputado Pastor Sargento Isidório (PSC) apresentou projeto de lei à Assembleia Legislativa, declarando a Bíblia como patrimônio imaterial da Bahia. Parlamentar com parte do mandato focado nos baianos adeptos de igrejas pentecostais, ele próprio pastor evangélico e fervoroso crente religioso, considera ser um dever do parlamento estadual elevar o livro sagrado à esta condição.
Ele protocolou o projeto de lei junto à Secretaria Geral da Mesa do Legislativo e na justificativa, que acostou à proposição, frisou que para os cristãos a Bíblia é a própria Escritura Sagrada: “A Bíblia é o registro de várias pessoas, em diversos lugares, em contextos diversos. Acredita-se que tenha sido escrita ao longo de um período de 1.600 anos por cerca de 40 homens das mais diversas profissões, origens culturais e classes sociais”, observou.
PALAVRA DE DEUS
O deputado Pastor Sargento Isidório acrescentou que os cristãos acreditam que esses homens escreveram a Bíblia inspirados por Deus. “No entanto”, acrescentou ele, “nem todos os seguidores da Bíblia a interpretam de forma literal e muitos consideram que boa parte dos textos da Bíblia é metafórica ou que são textos datados que faziam sentido no tempo em que foram escritos, mas foram perdendo o seu sentido dentro do contexto da atualidade”.
Contudo, acredita o parlamentar do Partido Social Cristão, que para a maior parcela dos cristãos, a Bíblia é a própria palavra de Deus. “Portanto, ela é mais do que apenas um bom livro, é a vontade de Deus escrita para a humanidade. Para esses cristãos, nela se encontram, acima de tudo, as respostas para os problemas da humanidade e a base para princípios e normas de moral”, explicou ele, na moção – daí a necessidade de resguardo desse documento sagrado que inspira milhões de baianos.
Ele acrescentou que os não-cristãos, de um modo geral, vêm a Bíblia como um livro comum, com importância histórica e que reflete a cultura do povo que a escreveu. Em regra, reforçou ele, os não-cristãos recusam qualquer origem divina para a Bíblia e a consideram como de pouca ou de nenhuma importância na vida moderna, ainda que na generalidade se reconheça a sua importância na formação da civilização ocidental. “É também por essas razões que solicitou que a Bíblia seja declarada como patrimônio imaterial do estado da Bahia”, concluiu o deputado.
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