O deputado Euclides Fernandes (PDT) apresentou, na Assembleia Legislativa, indicação ao governador Jaques Wagner sugerindo que o Poder Executivo apresente projeto de lei determinando que o procurador geral deverá pertencer obrigatoriamente aos quadros de procuradores do estado. Além disto, ele reivindica que a escolha seja feita através de lista tríplice composta pelos procuradores mais votados em pleito cujos eleitores sejam todos os procuradores integrantes do quadro efetivo da categoria.
A Procuradoria Geral do Estado (PGE) é um órgão diretamente subordinado ao governador que tem por finalidade a representação judicial e extraconjugal, a consultoria e o assessoramento jurídico do Estado. Em razão dessa prerrogativa todos os interesses do estado são requeridos, perante o poder judiciário, por procuradores do estado selecionados em concursos públicos específicos para esse fim e nomeados por ato do governador.
A missão do procurador é a defesa do interesse público, buscando sempre o resguardo dos princípios que informam a atuação da Administração pública, ou perante o poder judiciário, na função de representação judicial. No panorama dessas atribuições, a Procuradoria Geral do Estado é peça essencial ao aprimoramento do controle interno dos atos administrativos do estado e de defesa dos interesses do mesmo perante qualquer juízo ou tribunal. Isto posto, conclui-se que é por demais incoerente que o chefe da Procuradoria Geral possa ser escolhido entre advogados estranhos ao quadro de procuradores. Até mesmo a falta de conhecimento da tramitação interna e burocracia do serviço público tornam-se obstáculos para uma eficiente representação dos interessas do estado.
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