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Livro reverencia a memória do pensador

Publicado em: 27/11/2014 00:00
Editoria: Diário Oficial

A biografia de Rômulo Almeida foi escrita pelo experiente jornalista Antônio Jorge de Moura
Foto: Carlos Amilton Novaes/Agência-Alba

No lançamento de ontem foi reverenciada a memória, no ano de seu centenário de nascimento, bem como a vida e a obra de Rômulo Barreto de Almeida. Um pensador a frente de seu tempo e homem profundamente generoso, como conta o livro escrito por Antônio Jorge Moura.

Formado em Ciências e Letras, foi também advogado, professor e jornalista. Notabilizou-se como economista. O doutor Rômulo Almeida destacou-se como planejador do desenvolvimento industrial do Brasil – sob a ótica nacionalista. 

Depois de servir e criar a Assessoria Econômica da Presidência da República no final do primeiro período da era Vargas, ocupou cargos públicos relevantes desde os anos 50 do século passado, como a presidência do Banco do Nordeste e a vice-Presidência da Rede Ferroviária Federal, que ajudou a criar integrando ramais públicos e privados (sem interligação) que existiam pelo país. Depois da redemocratização, no governo do presidente José Sarney, foi diretor do BNDES.


Foi também um incentivador e formulador de opções para o desenvolvimento da América Latina, mas o cerne do seu trabalho teve como objetivo colocar o Brasil em outro patamar no concerto das nações. Visionário, pensou o Brasil ao lado de uma geração de "notáveis" economistas – pensamento que gerou empresas como  – a Petrobras, a Eletrobras e o Banco do Nordeste.


Na Bahia foi o mentor do Desenbanco e do Pólo Petroquímico de Camaçari, corolário do seu trabalho de planejador e formulador de uma ideologia nacionalista, desenvolvimentista. Mas Rômulo Almeida também atuou como empresário, criador de empresas e  formulador de políticas para a indústria nacional, especialmente para o seu financiamento.


   Na política, foi opositor do regime militar de 64, filiando-se ao PMDB, partido que presidiu entre 1980 e 1983. Cidadão generoso, no campo partidário se candidatou duas vezes a vice-governador da Bahia, ao Senado Federal, no pós-64. Nos anos 50 disputou uma cadeira de deputado federal, mas ficou na primeira suplência. Foi criador do centro de estudos do MDB (depois PMDB baiano), a Fundação João Mangabeira.– sendo criador de seu centro de estudos.

TRAJETÓRIA

Colaborador próximo do economista Rômulo Almeida no MDB e no PMDB, no Instituto João Mangabeira, Antônio Jorge Moura, é formado pela Ufba em Comunicação Social, com extensão em Comunicação-Diálogo e Gestão Criativa de Conflitos. Começou a trabalhar no jornalismo baiano em 1973, atuando no Jornal da Bahia, Tribuna da Bahia, Correio da Bahia, nas sucursais do Globo e do Jornal do Brasil.


   Trabalhou como assessor de comunicação social nas secretarias Infraestrutura e de Educação do governo estadual, bem como na Câmara Federal. Foi secretário-executivo da Fundação João Mangabeira, além de assessor de imprensa de duas campanhas majoritárias nos anos 80 do século passado, nas campanhas a governador do professor Roberto Santos e de Waldir Pires, em 1982 e 1986.

 



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