O deputado Euclides Fernandes (PDT) apresentou na Assembleia moção de congratulações à diretoria da Associação das Baianas de Acarajé e Mingau do Estado da Bahia (Abam) pela passagem do dia das Baianas, neste último 25 de novembro, com uma extensa programação comemorativa em homenagem à profissão da Baiana de Acarajé que é reconhecida como patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), registrado no livro de Registro dos Saberes.
O acarajé, uma das principais e das mais tradicionais guloseimas da Bahia, também foi reconhecido como patrimônio Cultural de Salvador pela Câmara Municipal. A atividade da baiana de acarajé existente há mais de 200 anos tem sido através dos tempos sempre homenageada e reconhecida como uma profissão símbolo da Bahia.
A comercialização do acarajé, segundo diversos pesquisadores, teve sua origem no período colonial brasileiro, através das escravas de ganho, de aluguel ou ganhadeiras - que trabalhavam nas ruas para suas patroas. O ofício contribuiu também para criação de irmandades religiosas e do candomblé. Grande número de filhas de santo iniciou a venda do acarajé para cumprir obrigações religiosas, que teriam que ser renovadas periodicamente. Mesmo após a escravidão, a venda do acarajé continuou como uma fonte de renda importante para muitas mulheres brasileiras afro-descendentes, sendo também uma das principais fontes de recursos dos terreiros de candomblés, através do trabalho das suas filhas de santo.
Em 2009, as baianas foram homenageadas com a inauguração de um memorial na praça da Cruz Caída, no centro Histórico de Salvador, mais exatamente na Praça da Sé, local onde é possível encontrar objetos e adereços que retratam a história e a atração dessas quituteiras. Seus trajes típicos, originários das etnias nagô e iorubá, para alguns pesquisadores, e de Daomé para outros, não sofreram muitas transformações: saias rodadas, batas de algodão, panos da costa, turbantes, fios de contas e outros adereços como colares com as cores dos seus orixás, pulseiras e balangandãs.
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