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Sessão especial celebra aniversário da Maçonaria

Publicado em: 08/11/2014 00:00
Editoria: Diário Oficial

Os 217 anos de Obras Maçônicas na Bahia foram celebrados na Assembleia Legislativa na última sexta-feira, 7, em sessão especial proposta pelo deputado Bira Corôa (PT). Com o tema ?Bahia, berço da maço
Foto: Neuza Menezes/Agência- Alba
Os 217 anos de Obras Maçônicas na Bahia foram celebrados na Assembleia Legislativa na última sexta-feira, 7, em sessão especial proposta pelo deputado Bira Corôa (PT). Com o tema “Bahia, berço da maçonaria no Brasil”, o  encontro reuniu, no plenário autoridades políticas e maçônicas do estado. “São 217 anos de lutas e de construção de uma sociedade mais justa, igualitária e fraterna. Esse é o lema básico na maçonaria e que permeia, sem sobra de dúvidas, a história da Bahia e do Brasil”, afirmou o parlamentar.
Bira destacou a participação da maçonaria nos atos sociais do país e nas conjunturas políticas vivenciadas ao longo dos anos, bem como na consolidação da sociedade brasileira. “Estar no Poder Legislativo da Bahia, celebrando um ato de comemoração como esse, nos deixa com gratidão a todos os maçons e, principalmente, aos que implantaram a maçonaria no Brasil – que hoje apresenta avanços significativos para a nova condição social-democrática que vivemos”, disse.
Representou o governador em exercício, Otto Alencar, o diretor geral da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes), Emilson Piau, que ressaltou a importância de resgatar a história da maçonaria na Bahia, e lembrou a atuação dos maçons nos processos de libertação e progresso social.
“Comemorar essa data é resgatar a memória desses homens que contribuem, fora dos poderes públicos, com o desenvolvimento da Bahia e construção do Estado democrático.
A iniciativa do deputado Bira Corôa de realizar essa sessão nos ajuda, como governo, a refletirmos sobre a oportunidade de trabalharmos conjuntamente para a transformação e melhoria da sociedade”, afirmou o diretor da Sedes.
O pioneirismo maçônico brasileiro ocorreu no Nordeste, mais precisamente na Bahia. De acordo com o Grão-Mestre do Grande Oriente Estadual da Bahia, Sílvio Cardim, a maçonaria corresponde a uma sociedade de homens livres e de bons costumes, e o seu princípio básico é a dignidade da pessoa humana e a visualização do bem. “Liberdade, fraternidade e igualdade são os pilares universais da maçonaria. Hoje possuímos instrumentos capazes de melhorar e evoluir, porque somos progressistas. Através da evolução da ciência, por exemplo, vamos buscar ajudar principalmente os mais injustiçados na sociedade que depositam, na maçonaria, o seu porto de esperança”, observou.

História

A primeira cidade do Brasil foi berço da primeira Loja Maçônica: a “Cavaleiros da Luz”, fundada em 1797 e, segundo relatos de historiadores, foi a principal chama da Conjuração Baiana, contendo registros históricos no Arquivo Público da
Bahia.
A Maçonaria foi se desenvolvendo no fértil solo baiano e não demorou para que a luz maçônica iluminasse, por influência da Bahia, o Estado de Pernambuco.
Em 1809, atendendo às inúmeras Lojas que já existiam, foi fundado em Salvador o “Governo Supremo” ou simplesmente “Grande Oriente”, a Primeira Potência Maçônica Brasileira e era composto de, pelo menos, nove lojas: três na Bahia, quatro em Pernambuco e duas no Rio de Janeiro, tudo isso seis anos antes da fundação da famosa loja “Comércio e Artes”, proceda independência e 13 anos antes do nascimento do Grande Oriente do Brasil.



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