Superintendentes, diretores e outros funcionários da Casa participaram do evento ontem
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Mapear, definir, automatizar e integrar todos processos da Assembleia Legislativa da Bahia. Esse é o ambicioso objetivo do projeto BPM (sigla em inglês para Gestão de Processos de Negócio), que começou a ser implantado no parlamento estadual e vai exigir a participação de todos os setores da Casa. Por isso, na manhã de ontem, cerca de 70 gestores da Assembleia participaram de uma reunião convocada pelo superintendente de Administração e Finanças da AL, Marcus Presídio, na qual foram apresentados oficialmente ao projeto. “Nossa meta é o papel zero na Assembleia Legislativa”, definiu Presídio. Ele explicou que, nessa primeira fase do projeto, estão sendo mapeados os processos administrativos apresentados no setor de protocolo da Casa. “Quase todos os processos começam por lá”, pontuou Presídio, cuja superintendência está implantando o projeto junto com a empresa contratada, referência em gestão de processos de negócio. Até o momento, 14 processos administrativos já foram mapeados, entre eles, pagamento de notas fiscais, solicitação de serviço e compra de material de consumo. “Mapear significa conhecer e representar todo o fluxo do processo, desde a abertura, os procedimentos internos e o seu encerramento”, afirmou Armando Velloso, diretor de Tecnologia da Informação.
FLUXO
Esta é a primeira etapa do projeto BPM. Após o mapeamento dos processos, os analistas da Diretoria de TI e da empresa contratada reúnem-se novamente com os gestores das áreas responsáveis buscando o melhoramento de fluxo dos processos. “Nosso objetivo nessa fase é a otimização dos processos, para evitar retrabalho e dar mais agilidade”, acrescentou o analista de processos da empresa, Rogério Vassoler, que coordena o projeto na AL. Só depois de redefinido o fluxo, com a aprovação do gestor da área, o processo finalmente será automatizado. Isso vai permitir, conforme explicou Vassoler, não só uma melhor gestão de todos os processos, como também vai facilitar a atuação dos gestores, que poderão analisar e emitir pareceres nos processos com transparência mesmo quando não estiverem na Casa, já que todo conteúdo poderá ser acessado pela internet, inclusive através de dispositivos móveis. Estes processos estarão disponíveis apenas para as pessoas autorizadas, como ressaltou o representante da empresa. “Os acessos aos conteúdos dos processos só serão permitidos através do fornecimento de login e senha”, ressaltou Vassoler. De acordo com Velloso, o objetivo é automatizar o maior número de processos possíveis até o dia 31 de janeiro do próximo ano, quando se encerra o mandato da atual Mesa Diretora da Assembleia. A integração de todos os processos da AL – incluindo, os legislativos – é outro ponto positivo do Projeto BPM. “Todas as proposições legislativas já estão desde o ano de 2006 automatizadas através do sistema Proclegis e disponibilizadas no site institucional da AL. Com o novo projeto, eles estarão disponíveis também no portal BPM para consulta, respeitando os diferentes níveis de segurança”, reforçou o gerente de tecnologia Edgar Crusoé. Segundo ele, a Assembleia possui 45 sistemas implantados e disponibilizados na Albanet (Intranet), que farão parte da solução BPM. A execução deste trabalho realizado pela Diretoria de Tecnologia da Informação e empresa contratada compreende um ciclo de desenvolvimento constituído por quatro etapas: mapeamento, otimização, automatização e implantação. “Essas etapas serão executadas em paralelo por equipes especializadas com o objetivo de dar maior celeridade na implantação dos processos”, acrescentou o coordenador de Desenvolvimento de Sistemas da Assembleia, Ícaro Machado.
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