A morte do ex-governador de Pernambuco e candidato a Presidência pelo PSB, Eduardo Campos, foi lembrada na Assembleia Legislativa pelos deputados Aderbal Caldas (PP) e Graça Pimenta (PMDB). Em moções de pesar, os dois parlamentares lamentaram a perda prematura do político em um acidente de avião em São Paulo.
“A vida costuma pregar peças que nos deixam impotentes diante de seus desdobramentos e foi assim que Brasil se sentiu diante da morte do promissor Eduardo Campos”, observou Graça Pimenta. “Por mais que a morte seja a maior certeza na vida, o país ficou surpreso diante do fim trágico que teve o candidato pernambucano e mais seis pessoas que viajavam em campanha com ele”, acrescentou ela.
Para Aderbal, “com o sentido e trágico desaparecimento de Eduardo Henrique Accioly Campos da cena política, perde o Nordeste, seguramente, sua maior liderança regional, homem público de raras qualidades e cujo exemplo ficará marcado indelevelmente nas páginas de nossa história republicana”.
Graça Pimenta lembrou que, na noite anterior ao acidente, o presidenciável estava na TV, em rede nacional, apresentando suas propostas para a construção de um novo Brasil. “Menos de 24 horas depois, a voz, que havia possibilitado a muitos vislumbrar uma nova nação, foi calada de forma bruta e dolorosa. Momentos desagradáveis como esse nos fazem deixar de lado as divergências políticas e nos tornam mais humanos, fazendo-nos compadecer com a dor alheia”.
Com 49 anos recém-completados, Eduardo Campos estava no auge de sua valorosa carreira política: deputado estadual, secretário de Estado de Pernambuco, deputado federal, ministro e governador de Pernambuco reeleito por consagradora maioria. “Mas, antes de todos esses atributos, ele foi esposo e companheiro de Renata Campos, vindo a ser pai de José, João, Pedro, Maria Eduarda e do bebê Miguel, nascido em janeiro deste ano”, acrescentou Graça Pimenta.
Já Aderbal lembrou que, quando foi ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos cuidou do programa de biossegurança, que permitiu a utilização de células-tronco embrionárias para fins de pesquisa. À frente do governo de Pernambuco, acrescentou Aderbal, implantou a ferrovia transnordestina e a Refinaria Abreu de Lima, fazendo o estado crescer acima da média nacional.
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