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CPI recebe representantes das operadoras para depoimentos

Publicado em: 20/08/2014 00:00
Editoria: Diário Oficial

O presidente Paulo Azi e o relator Joseildo Ramos ouviram explicações dos executivos.
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A Comissão Parlamentar de Inquérito da Telefonia realizou ontem uma oitiva com representantes das operadoras Vivo e Tim. A 20ª sessão ordinária foi conduzida pelo presidente do colegiado, deputado Paulo Azi (DEM), e contou com a presença do relator Joseildo Ramos (PT) entre outros membros da comissão. “O objetivo dessa reunião é conhecer um pouco da visão das operadora em relação a qualidade dos serviços prestados na Bahia,  a perspectiva de investimento e de melhorias do serviço”, explicou Paulo Azi.
O diretor de relações institucionais da Vivo, Enilson Martinez, explicou que serviços de telecomunicações exigem um investimento intensivo de capital e que o tráfego de dados no Brasil está aumentando em um ritmo quatro vezes maior do que a média mundial. “Há cinco anos não existia Facebook. Hoje existe um bilhão de pessoas usando a plataforma, e a infraestrutura de telecomunicações teve que se adequar a essa realidade. Qualquer novo aplicativo gera um incremento de tráfego não planejado na rede muito grande e toda essa inovação requer um reação rápida das empresas”, afirmou.
Martinez informou que a Vivo é hoje a maior operadora do Brasil, com 95 milhões de clientes. Em 2013 a empresa recolheu R$15 bilhões de tributos e investiu R$6 bilhões, principalmente em infraestrutura. “Desde a sua instalação, a empresa já investiu R$170 bilhões no país. A telefonia é um instrumento de transformação social e o setor que mais investe no país. A Vivo participou de forma intensa desse esforço e isso é motivo de orgulho”, afirmou.
O diretor foi questionado por Paulo Azi, se não existe uma omissão da agência reguladora em relação a avassaladora expansão do serviço de telecomunicações no Brasil sem o acompanhamento do investimento necessário em infraestrutura. Por mais que seja exposto que os investimentos estão acontecendo, o que comprovamos na realidade, em visitas feitas a todas as regiões do estado, é que o serviço parece que a cada dia perde mais qualidade”, disse Azi.
Martinez explicou que a expansão do número de usuários não tem uma relação direta com a qualidade do serviço. “Mesmo que a operadora parasse de vender novas linhas, o tráfego de dados continuaria aumentando porque todos os dias surgem novos aplicativos que ocupam cada vez mais espaço nas redes. O tráfego de dados cresce de um dia para outro, mas o investimento tem que ser planejado”, explicou.
O deputado Cacá Leão (PP) disse que é cliente da operadora Vivo e enfrenta muita dificuldade, nos quatro cantos da Bahia, mas principalmente na região Oeste do estado. “As vezes é necessário dez ligações para completar uma chamada de voz. Utilizar serviços de transmissão de dados nem pensar. Foi prometido que o sinal no Oeste ficaria melhor com a chagada da fibra ótica em agosto, mas até agora nada. A população do nosso estado tem sofrido muito e apesar dos anúncios de investimento o que estamos vendo é que piora do serviço a cada dia”.
O diretor de relações institucionais da TIM na Bahia. Luís Claudio Fortes, disse que sua empresa é a menos demandada pelo Procon. “Temos  27% do mercado e 10% do volume de reclamações. Esse não é um número que nos deixa confortável, mas estamos trabalhando com diversas ações para diminuir essas reclamações. Na Bahia já chegamos a 92,2% de resolutividade e estamos trabalhando para ter 100%”, disse o diretor.



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