A implantação de um centro de combate à leishmaniose no município baiano de Boa Vista do Tupim foi sugerida pela deputada Luiza Maia (PT), através de indicação apresentada na Assembleia Legislativa, endereçada ao secretário de Saúde do Estado da Bahia, Washington Luís Silva Couto. Segundo a parlamentar, o alto índice da doença na região deve trazer para os poderes públicos a responsabilidade de adotar eficazes medidas de proteção à saúde da população. “É fundamental a ampliação do debate com os diferentes segmentos da sociedade para combater a doença e promover mais saúde e bem-estar à população”, afirmou Luiza.
Conforme explica a deputada, leishmaniose ou calazar, como é popularmente conhecida, é uma doença causada por um protozoário denominado leishmania, que acomete cães, lobos, roedores silvestres e o homem. A doença, que era restrita às áreas de floresta e zonas rurais, tem avançado nas cidades, em função dos desmatamentos e da migração das famílias para os centros urbanos. O mosquito flebótomo, também conhecido como birigui ou mosquito-palha, busca alimentos nessas áreas e pica os cachorros, que acabam infectados pelo parasita leishmania.
Luiza entende que a leishmaniose é uma doença negligenciada e um problema de saúde pública que não é difícil de ser tratado. Ela afirma que a doença tem cura, mas o tratamento depende, principalmente, do estágio em que se identifica a leishmaniose. No caso do tipo visceral da doença, se não for tratado rapidamente, 90% dos casos podem resultar na morte do paciente. Assim, com dados estatísticos que indicam um número significativo de casos na região e em consonância com a política de proteção à saúde da população fomentada pelo governo, a deputada espera sensibilizar o Poder Público para a instalação com maior brevidade do centro de combate à leishmaniose em Boa Vista do Tupim.
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