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Deputados lamentam morte de ex-governador de Pernambuco

Publicado em: 18/08/2014 00:00
Editoria: Diário Oficial

Elmar Nascimento:
Foto:  

A morte do candidato à Presidência da República Eduardo Campos foi profundamente lamentada ontem na Assembleia Legislativa. O deputado Elmar Nascimento (DEM), líder de oposição, apresentou moção de pesar em nome da sua bancada, registrando a “perplexidade e tristeza pela perda trágica do ex-governador de Pernambuco” que tomou o país. Outras três moções foram protocoladas na Secretaria Geral da Mesa pelos deputados Gaban (DEM), Pastor Sargento Isidório (PSC) e Coronel Gilberto Santana (PTN).
“Os baianos irmanam-se na dor de seus familiares, dos irmãos pernambucanos e na de todos aqueles pelo Brasil afora que se juntam a este sentimento”, disse Elmar no documento em que traça um painel da trajetória política de Eduardo Campos. Para o parlamentar, tratava-se de “uma grande esperança para a política brasileira, que nos deixou de forma trágica, e em um momento da mais alta importância para se debater os grandes desafios e caminhos na direção de um país mais desenvolvido”.

LIDERANÇA

Gaban, líder do Democratas na Assembleia Legislativa, destacou que Campos era a principal liderança política de Pernambuco, estado que governou pelos últimos oito anos até o afastamento para concorrer à Presidência da República. “Com sua morte, perde o Brasil um dos seus mais importantes líderes políticos e um dos mais qualificados quadros da administração pública, como bem o demonstra as suas ações à frente do governo e do Ministério da Ciência e Tecnologia”.
Confessando-se consternado com o trágico acidente que vitimou Campos, o deputado Pastor Sargento Isidório rogou a Deus para que a família e as pessoas mais próximas encontrem paz de espírito e tenham a fé necessária para enfrentar a dura realidade. “Estou orando para que Deus conforte a família de Eduardo Campos”.
Já o deputado Coronel Santana lembrou a coincidência fatal de Campos ter morrido na mesma data, 13 de agosto, em que o avô (o ex-governador Miguel Arraes). “Neste momento, o Brasil sente-se devastado por tamanha tragédia”, disse, enfatizando ser uma perda  irreparável para o país. “Trata-se de um pai de cinco filhos, marido, político dedicado e comprometido”, definiu.

ECONOMISTA

Eduardo Campos tinha 49 anos, era presidente nacional do PSB e havia deixado o governo de Pernambuco em abril deste ano para candidatar-se à Presidência da República. Nascido em Recife, era neto de Miguel Arraes, com quem se iniciou na política ao ser nomeado chefe de gabinete do então governador, em 1987.
Formado em economia pela Universidade Federal de Pernambuco, Campos sempre se voltou para a ciência e tecnologia, tendo sido responsável pela criação desta secretaria em Pernambuco, quando foi chefe de gabinete de Arraes, e o titular da Pasta no Ministério de Lula. Em 1990, filiou-se ao PSB, partido pelo qual conquistou seu primeiro mandato como deputado estadual. No terceiro governo de Miguel Arraes, ocupou as pastas de Governo e da Fazenda. Foi deputado federal por três mandatos consecutivos.



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