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Parlamentares lamentam morte do escritor João Ubaldo Ribeiro

Publicado em: 22/07/2014 00:00
Editoria: Diário Oficial

Marcelino Galo (PT), Roberto Carlos (PDT) e Luiza Maia (PT) apresentaram moção de pesar no Poder Legislativo
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Os deputados Marcelino Galo (PT),  Roberto Carlos (PDT) e Luiza Maia (PT) lamentaram o falecimento do escritor baiano João Ubaldo Ribeiro, ocorrido no último dia 18 de julho, no Rio de Janeiro. Vítima de embolia pulmonar, o escritor era membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) e ocupava a cadeira 34 desde 1994. Jornalista e cientista político, ele foi autor de mais de 20 livros, publicados em 16 países. Entre suas principais obras estão Sargento Getúlio (1971), Viva o Povo Brasileiro (1984) e O Sorriso do Lagarto (1989).
No documento, Marcelino Galo lembrou que João Ubaldo Ribeiro foi um dos autores brasileiros mais traduzidos no exterior. Seus livros já receberam traduções em alemão, dinamarquês, espanhol, finlandês, francês, holandês, hebraico, entre outros idiomas. Entre as premiações recebidas pelo romancista, o parlamentar destacou o prêmio Golfinho de Ouro, conferido em 1971 pelo romance Sargento Getúlio; dois prêmios Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1972 e 1984, respectivamente para o melhor autor e melhor romance do ano; além do prêmio Anna Seghers, em 1996 (Mogúncia, Alemanha); e do prêmio Die Blaue Brillenschlange (Zurique, Suíça).
Já o deputado Roberto Carlos ressaltou a formação literária de João Ubaldo Ribeiro, iniciada ainda nos primeiros anos de estudante. Segundo o parlamentar, o escritor foi um dos jovens brasileiros que participaram do International Writing Program da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos. “Trabalhando na imprensa, pode também escrever seus livros de ficção e construir uma carreira que o consagrou como romancista, cronista, jornalista e tradutor”, acrescentou.
A  petista Luiza Maia destacou na sua moção, a cadeira ocupada por João  Ubaldo na da Academia Brasileira de Letras,  Viva o Povo Brasileiro, um clássico da literatura brasileira, lançado em 1984, que já vendeu pelo menos 120 mil volumes, O Sorriso do Lagarto, de 1989, A Casa dos Budas Ditosos, de 1999, obra controversa, censurada em algumas instituições, além dos clássicos já citados. Entre os vários prêmios e honrarias que conquistou, ele obteve uma das maiores premiações do idioma português, o Prêmio Camões de 2008.



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