O deputado Marcelino Galo (PT) apresentou moção de pesar, na Assembleia Legislativa, para homenagear Plínio Soares de Arruda Sampaio, falecido no último dia 8. “Plínio foi um cidadão, um intelectual, um político, uma liderança das esquerdas do Brasil e do mundo e merece o respeito de todos que lutam por um Brasil melhor”, declarou o parlamentar.
Conforme relata Marcelino, Plínio Sampaio nasceu em São Paulo, no dia 26 de julho de 1930, tornou-se um advogado, intelectual e ativista político brasileiro. Filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), foi candidato à Presidência da República nas eleições de 2010, obtendo a quarta posição, com 886.816 votos (0,87%). Formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, em 1954, militou na Juventude Universitária Católica, da qual foi presidente, e na Ação Popular, organização de esquerda, originada dos movimentos leigos da Ação Católica Brasileira. Foi promotor público, deputado federal constituinte e presidiu a Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra), além de dirigir o semanário Correio da Cidadania, um veículo de comunicação sem fins lucrativos da cidade de São Paulo, fundado em 1996.
Dono de um extensa trajetória política e de luta social, Plínio atuou em alguns momentos importantes, dentre os quais Marcelino fez questão de destacar o período da ditadura militar. Após o golpe de 1964, foi um dos cem primeiros brasileiros a terem seus direitos políticos cassados por dez anos, pelo Ato Institucional nº 1, nos primeiros dez dias do regime autoritário. Exilou-se no Chile e depois foi transferido para os Estados Unidos, onde cursou o mestrado em Economia Agrícola na Universidade Cornell. De volta ao Brasil, em1976, foi professor da Fundação Getúlio Vargas, fundou o Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (Cedec) e engajou-se na campanha pela abertura do regime e pela anistia dos condenados políticos. Conforme salienta Galo, Plínio de Arruda Sampaio foi um dos mais respeitados intelectuais de esquerda católica, um dos mais árduos defensores da Teologia da Libertação e, também, de um aprofundamento da reforma agrária no Brasil.
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