A deputada Neusa Cadore (PT) apresentou indicação, na Assembleia Legislativa, sugerindo à presidenta, Dilma Rousseff, ao ministro da Educação, Henrique Paim, e ao ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, a inserção das Escolas Famílias Agrícolas no protagonismo das instituições participantes do Programa Nacional de Educação do Campo (Pronacampo). Segundo a parlamentar, as Escolas Famílias Agrícolas e as instituições congêneres apresentam dentre as inovações ao sistema tradicional de ensino, a pedagogia da alternância, a formação integral e o desenvolvimento local sustentável e solidário, o que concorda e complementa o objetivado pelo Pronacampo, o fortalecimento da educação do campo com acompanhamento pedagógico e inclusão social de jovens e trabalhadores do campo.
Neusa afirma que, na Bahia, as Escolas Famílias estão representadas em duas redes: a Rede de Escolas Famílias Agrícolas Integradas do Semiárido (Refaisa), com 7 escolas e a Associação das Escolas das Comunidades e Famílias Agrícolas da Bahia (Aecofaba), com 26 escolas. Ela explica que os alunos dos mais longínquos municípios permanecem por períodos de 15 dias de formação no ambiente escolar, em regime de internato, e 15 dias de práticas, experiências e pesquisas no ambiente familiar comunitário, integrando família e escola no processo contínuo de formação. No período de aulas, além das disciplinas normais do sexto ao nono ano, os alunos aprendem paulatinamente sobre técnicas e práticas agrícolas, dentre as quais, o cultivo de hortaliças, legumes, verduras e tubérculos, perpassando por outras culturas anuais, como milho e feijão e, pela criação de peixes, abelhas, porcos, cabras e gado, dentre outras práticas.
A deputada assegura que o aprendizado nas Escolas Famílias tem sido essencial para contribuir na convivência com o semiárido e com uso correto do solo, desde o preparo deste, passando por técnicas de plantio, adubação, rotação de cultivo, utilização de defensivos agrícolas, práticas conservacionistas e pela policultura. “As Escolas Famílias, muitas vezes atuam em substituição as públicas, diante da ausência destas ou, como alternativa de ensino e aprendizado, adequando a realidade e o contexto em que os estudantes vivem, combatendo a evasão escolar, o êxodo rural e promovendo a difusão e o aprimoramento das técnicas agrícolas”, afirmou Neusa, justificando a importância da inserção das Escolas Famílias no programa do Governo Federal.
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