A Política de Esporte na Bahia e o Legado da Copa do Mundo para o Estado foi o tema amplamente debatido, ontem pela manhã, pela Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público da Assembleia Legislativa, em audiência pública que substituiu a sessão ordinária, que iria apreciar e votar quatro projetos de lei, devidamente incluídos também na ordem do dia.
O presidente do colegiado, deputado Álvaro Gomes (PC do B) aguardava com ansiedade a discussão sobre esses dois assuntos, tendo em vista que a abertura do maior certame de futebol do mundo começa amanhã aqui no Brasil e, na sua opinião, a pequena parte da mídia que encara a realização deste grandioso evento com pessimismo e críticas não divulga o legado que todo o Brasil terá.
A audiência contou com a participação de dezenas de representantes de associações das comunidades de bairros de Salvador, muitos dirigentes de entidades amadoras representativas das diversas modalidades esportistas, em especial de futebol, além dos representantes da Sudesb, Ney Santos e da Secopa, Jorge Wilton.
“O legado da Copa terá interferência direta em cada bairro. Achei legal e importante a realização desse debate. Pra mim, é de fundamental importância a discussão sobre esta questão ou seja também debater o esporte de um modo geral no Estado, como fizemos. É uma fator de inclusão social”.
Álvaro Gomes não esconde sua insatisfação pelo fato de tentarem transmitir a questão da Copa do Mundo no Brasil de maneira negativa. “ Eu vejo com muita tristeza quando falam que existe dinheiro pra Copa e não tem pra educação em todo país. O governo federal investe anualmente mais de de duzentos e vinte bilhões de reais na educação e na Copa em cinco anos investiu somente vinte e oito bilhões. Os investimentos na educação, na saúde e em outros setores continuam paralelamente a realização da Copa”.
O parlamentar comunista ainda destaca que existe um preconceito contra o esporte no país. “O que a Bahia deseja e os outros Estados querem são equipamentos esportivos e culturais, pois sem investimentos nessas áreas, o ser humano será transformado numa máquina”.
EXPOSIÇÃO
Jorge Wilton, dirigente da Secopa, fez uma demonstração minuciosa sobre o legado positivo que a Bahia terá com a realização da Copa do Mundo. Com exposição de slides, demonstrou a importância da construção e reformas dos estádios que abrigarão as sedes dos certames.
“Se a Bahia não tivesse sua bela Arena, nós não assistiríamos o show de Elton John, a gravação do novo DVD de Ivete Sangalo dentre importantes eventos culturais. O Brasil construiu 12 estádios e Alemanha também o fez para realização de um Copa. A diferença é que a Alemanha tem apenas quatro por cento da dimensão territorial do Brasil. Estudos comprovam isso”, destacou o representante da Secopa. Dentre outros importantes benefícios, ele disse que o legado do certame mundial movimentará a economia do Estado.
Já o professor Ney Santos, representante da Sudesb, também detalhou toda estrutura desta autarquia, mostrando como a mesma funciona em todo a Bahia e os investimentos do Estado para a construção de duas piscinas de 50m (olímpica) e 25 metros (semiolímpica), em andamento próximo à Arena Fonte Nova, na região do Vale do Bonocô.
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