Dar visibilidade a atividade da pesca na Bahia, reafirmando a sua importância como componente do desenvolvimento social e econômico sustentável do estado e do país e como parte importante da renda familiar. Essa foi a proposta da sessão especial pela passagem do Dia do Pescador, celebrado em 29 de junho, mas comemorada ontem, por iniciativa do deputado Marcelino Galo (PT).
“Viemos aqui para saudar os trabalhadores e trabalhadoras dessa atividade que resiste bravamente até hoje, mas também debater as demandas estruturais e organizacionais para o setor", afirma Galo, que tem dado atenção constante ao setor pesqueiro baiano desde sua passagem na superintendência do Ministério da Pesca e Aquicultura na Bahia, de 2008 a 2010. “Precisamos pressionar tanto a Superintendência da Pesca na Bahia quanto o Ministério da Pesca para regularizar a situação da emissão do Registro Geral de Pesca em nosso estado. “Existem mais de 150 mil pescadores profissionais, mas ainda temos um déficit de 10 mil registros na Bahia e precisamos acelerar esse processo”, completa Marcelino, que coordena a Frente Parlamentar Ambientalista da Bahia.
O deputado, que recentemente esteve em Brasília reunido com o Ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, para tratar de ações e políticas públicas para os pescadores e marisqueiras da Bahia, dedicou também a sessão ao biólogo e pesquisador da Ufba, Everaldo Queiroz, grande defensor dos pescadores e das marisqueiras, protetor dos mangues e dos mares, e que ajudou a construir o Fórum da Pesca na Bahia, as conferências estaduais da pesca, além de organizar os trabalhadores e trabalhadoras do setor, falecido em janeiro deste ano. “Professor Everaldo foi o maior pesquisador e conhecedor da Baía de todos os Santos, era um referência do ecossistema marinho em nosso Estado”, lembra o deputado.
Durante a sessão, a Federação das Associações, Sindicatos e Colônias de Pescadores e Aquicultores (Fapesca-Ba) protocolou junto ao Bahia Pesca o documento que oficializa a entidade como representante legal do segmento. “Conseguimos consolidar um sonho dos pescadores, pois a entidade que existe há anos não representa nada para a maioria. Após 8 meses conseguimos toda a documentação e hoje estamos aí na luta para brigar por políticas para os pescadores”, declara o presidente da Fapesca, Antônio Jorge.
A atividade reuniu mais de 500 profissionais da pesca, entre membros de Associações, Colônias de Pescadores, Sindicatos, Entidades e parceiros do setor, órgãos como a Bahia Pesca, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), além de representantes do Sertão do São Francisco e Extremo Sul da Bahia.
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