Para o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, o acirramento de ânimos registrado na longa sessão em que foram escolhidos como conselheiros dos tribunais de Contas do Estado e dos Municípios, os deputados João Bonfim, Mário Negromonte e Zezéu Ribeiro, não maculou o processo de eleição secreta preconizado pela Constituição. Considerou que houve excesso por parte de alguns oposicionistas quando da disputa entre Zezéu Ribeiro e o deputado Gaban, provocando desentendimentos na apuração.
Os autógrafos com as três indicações já foram encaminhados para o governador Jaques Wagner fazer as nomeações, passando os futuros conselheiros a dispor, então, de 30 dias, prorrogáveis por igual período, para assumir os cargos no TCE e TCM. As lideranças dos partidos situacionistas examinarão nos próximos dias a possibilidade de encaminhar representações contra parlamentares apontados como responsáveis pelos episódios ocorridos no final dos trabalhos, pouco antes da meia noite.
Quanto à hipótese de uma decisão judicial obstaculizar a posses dos conselheiros recém-eleitos, o deputado Marcelo Nilo disse que não cabe a ninguém questionar uma decisão judicial que precisa ser cumprida. Mas não acredita, nem de forma remota, nessa possibilidade, pois entende que todo o processo de eleição foi realizado com lisura, atendendo com rigor ao que está disposto na resolução que disciplina o processo e a Constituição. Tampouco poderia constranger os parlamentares, que têm fé pública, tolhendo-lhes o direito de ficar com seus celulares.
Lembrou que os pareceres favoráveis às indicações foram publicados no Diário Oficial corretamente e que houve na data marcada a sabatina no âmbito da Comissão de Constituição e Justiça – acontecendo a aprovação dos nomes dos dois deputados estaduais, João Bonfim (PDT) e Gaban (DEM), e dos dois deputados federais, Mário Negromonte (PP) e Zezéu Ribeiro (PT) aprovados por unanimidade. No plenário, assegurou, as votações foram realizadas, como manda o Regimento Interno, por chamada nominal, e estando a urna corretamente colocada numa cabine inviolável, sendo preservado o sigilo dos votos, como determina a Constituição.
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