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CPI analisa os serviços prestados pelas operadoras em Alagoinhas

Publicado em: 30/05/2014 00:00
Editoria: Diário Oficial

Presidente do colegiado, Paulo Azi falou sobre importância da investigação para a sociedade
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Apesar do acelerado processo de desenvolvimento econômico observado no município de Alagoinhas, principalmente derivado do crescimento do seu Centro Industrial, a melhoria dos serviços de telefonia e internet não vem acompanhando esse ritmo. Foi o que verificou a CPI da Telefonia da Assembleia Legislativa, que em mais uma etapa itinerante visitou o município ontem. A equipe da CPI aportou na Praça J.J. Seabra, no centro da cidade, e recolheu dezenas de denúncias da população.
A caravana da CPI Itinerante, em Alagoinhas, foi capitaneada pelo presidente do colegiado, deputado Paulo Azi (DEM), e contou com as presenças do relator Joseildo Ramos (PT) – ambos com base eleitoral no município -  e do vice presidente Mário Negromonte Júnior (PP), além do assessor do Procon Felipe Vieira. Alagoinhas é a sétima cidade visitada pela comissão, que, nessa fase itinerante, ainda irá a Barreiras e Juazeiro.
O sargento do Corpo de Bombeiros, Clebson dos Santos, mostrou grande irritação com os problemas que enfrenta todos os dias com seu celular e também com a internet. Ele contou que possui chips das operadoras Claro, Vivo e Oi. “O Claro eu não uso há uns dois anos  porque não existe mais sinal na cidade. O Vivo consigo usar,  mas com dificuldades para completar ligações. O da OI é mais ou menos”, afirmou o sargento.
Já em relação à internet, Clebson contou que no bairro Jardim Petrolar, onde trabalha, não consegue acessar nem o próprio e-mail. “Sou estudante de Serviço Social e necessito utilizar a internet todos os dias. Tenho um pacote de 1 megabyte da Claro, mas de dois anos para cá o serviço vem se deteriorando e hoje está imprestável”, contou o bombeiro.
À tarde foi realizada uma audiência pública na Câmara de Vereadores do município para tratar assuntos relacionados aos problemas da telefonia na cidade. O evento contou com a presença do prefeito Paulo Cezar e do presidente da Câmara, Jorge Mendes, e da quase totalidade dos parlamentares municipais. Também participaram os representantes da TIM, Luis Claudio Fortes; da Vivo, Mauro Coquemala; da OI, Ailton Lira e da Claro, Luiz Claudio Ramos.
Paulo Azi explicou que a investigação surgiu da necessidade de responder à sociedade o grande volume de queixas do setor. “Nosso objetivo é entender quais são os motivos que levam os serviços de telefonia e internet a serem os campeões de reclamações de consumidores”, disse o presidente do colegiado. Ele elogiou a presença dos vereadores na audiência pública, demonstrando o interesse dos parlamentares pelo tema. “A principal dificuldade alegada pelas operadoras é a existência de legislações municipais que dificultam a instalação de antenas, o que melhoraria a qualidade do sinal. O papel dos vereadores nesse processo é fundamental", explicou Azi.
Joseildo Ramos reiterou o elogio feito a grande presença de vereadores na audiência pública e explicou que a Comissão partiu de resultados já alcançados em outras Casas Legislativas do País, como no Rio Grande do Sul e Paraná. “Eles conseguiram ter sucesso em muitas questões relacionadas com as queixas dos consumidores e nossa intenção é repetir aqui na Bahia essa experiência”, afirmou o relator.
Mário Negromonte Júnior disse que em todos os lugares que a CPI visitou muda o nome da empresa com mais reclamações, mas os problemas são semelhantes. “Não estamos fazendo dessa CPI uma caça as bruxas, como também não vamos ficar jogando confete. Estamos aqui para ajudar a resolver da melhor forma esse problema que aflige toda população da Bahia”, afirmou.
O prefeito de Alagoinhas, Paulo Cezar, afirmou que da mesma forma que é notório o crescimento da indústria em Alagoinhas, também é visível o encolhimento do serviço da telefonia celular na região. “Não é possível que no nosso Centro Industrial, com investimentos como o da Itaipava de R$ 1 bilhão, não haja um bom sinal de celular e internet. Estamos preocupados, não queremos que Alagoinhas pare no tempo”, disse o prefeito, informando que enviará a Câmara de Vereadores um Projeto de Lei com uma nova regulamentação para a instalação de antenas, para ser discutido pelos vereadores.
O representante da Sinditelebrasil, Rodrigo Ledo, ressaltou que a restrição às instalações de antenas e um grande problema para as operadoras e afirmou que estão sendo feitos estudos em todo mundo sobre o efeito da radiações das antenas na saúde das pessoas e que eles estão revelando que não há nenhuma restrição à saúde em relação a proximidade  das antenas. “A frequência do celular é muito parecida com a frequência de rádio tv que tem uma potência muito maior. Redes wi-fi caseiras também emissoras de radiação, e ninguém está preocupado com isso”, completou.



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