O aniversário de 150 anos de emancipação da histórica cidade de Lençóis, no último dia 20 de maio, foi lembrado na Assembleia Legislativa pelos deputados Ronaldo Carletto (PP), Sandro Régis (DEM) e Sidelvan Nóbrega (PRB). Os três apresentaram moções de congratulações à população local, nas quais destacaram a história e as belezas do município que fica na Chapada Diamantina, a 419 quilômetros de distância de Salvador.
Sandro Régis contou, por exemplo, que entre os anos de 1845 e 1871, no auge do ciclo, Lençóis foi a maior produtora mundial de diamantes, e a terceira cidade mais importante da Bahia, tornando-se entreposto comercial de exportação de produtos minerais para a Europa e de importação de artigos de luxo. “É nessa época de acelerado de desenvolvimento que surgem os primeiros sobrados e as construções mais bem edificadas da cidade”, acrescentou Régis.
Ronaldo Carlleto também falou sobre a história da mais conhecida cidade da Chapada Diamantina. “A partir de meados do século XX”, observou ele no documento, “Lençóis enfrentou uma grande crise econômica, pois, com a grande procura por diamantes, a pedra se esgotou na região. A partir daí a cidade se viu em um dilema: prosseguir na mineração ou aproveitar suas belezas naturais e arquitetônicas para a atividade turística”. Isso, segundo o deputado, aconteceu a partir do de 1973, quando Lençóis foi tombada como Patrimônio Nacional - “um passo importante para o desenvolvimento do turismo na Chapada Diamantina”.
Já Sidelvan Nóbrega relatou que a cidade teve sua origem em meados do século XIX quando foram descobertas jazidas de diamantes em Mucugê, sendo desmembrado de Santa Rosa de Paraguaçu (Mucugê) por Lei Provincial em 18 de dezembro de 1856. “A emancipação de Lençóis aconteceu em 20 de maio de 1864, por força da Lei Provincial nº 946, quando a Comercial Vila de Lençóis foi elevada a categoria de cidade”.
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