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Comissão da Mulher debate hoje questão da luta antimanicomial

Publicado em: 20/05/2014 00:00
Editoria: Diário Oficial

Audiência discutirá a visibilidade e inclusão das usuárias dos serviços de saúde mental
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A Comissão dos Direitos da Mulher, presidida pela deputada Neusa Cadore (PT), promove hoje audiência pública para discutir a visibilidade e inclusão das usuárias dos serviços de saúde mental. A iniciativa é do mandato da deputada Maria del Carmen em parceria com o Grupo Papo de Mulher - Associação de Mulheres Usuárias dos Serviços de Saúde Mental. A atividade, que marca a passagem do Dia Nacional da Luta Antimanicomial, será às 10h, na Assembleia Legislativa.
“A questão dos transtornos mentais tem muita relação com a violência, marginalização e exclusão das mulheres. A comissão é um espaço aberto que une o Legislativo à comunidade e o nosso desafio é fortalecer a participação das mulheres nos espaços sociais e buscar a equidade de gênero”, explica a deputada Neusa Cadore. Para aprofundar a reflexão do tema foram convidados representantes da Secretaria de Saúde, Secretaria de Justiça e Direitos Humano, Secretaria de Políticas para Mulheres e as pacientes.
O Dia Nacional da Luta Antimanicomial, 18 de maio, compreende a luta pela transformação dos serviços psiquiátricos e da compreensão das pessoas com transtornos mentais como sujeitos de direitos e cidadãos, capazes de atuar ativamente na sociedade. O movimento de luta antimanicomial está ligado ao movimento da reforma sanitária que deu origem ao SUS – Sistema Único de Saúde, portanto, essa luta é também pelo fortalecimento da perspectiva da saúde como cidadania.
“A política de saúde mental deve compreender as especificidades dos sujeitos numa sociedade classista, racista, machista, lesbofóbica, homofóbica e transfóbica, pois estas doenças têm relação direta com problemas sociais como rejeição, preconceito, desemprego, pobreza e no caso das mulheres, todos os tipos de violência”, ressalta a deputada Maria del Carmem.
A parlamentar ainda destaca a necessidade de humanizar o SUS e garantir a cidadania para as mulheres com transtornos mentais. “A política de saúde mental é também uma ferramenta importante no processo de enfrentamento ao machismo e à violência, além de proporcionar a inclusão produtiva e cidadã, com a participação política ativa”, conclui.



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