A Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública apresentou, na manhã de ontem, um relatório da visita ao vereador de Salvador Marco Prisco (PSDB), preso pela Polícia Federal no último dia 18 de abril, após liderar os recentes movimentos grevistas da Polícia Militar da Bahia. Os deputados Capitão Tadeu (PSB) e Pastor Sargento Isidório (PSC) estiveram em Brasília e acompanharam a atual situação do legislador, que se encontrava internado no Hospital de Base da capital federal após apresentar episódios de mal-estar.
“Constatamos que Prisco está 15 quilos mais magro, muito depressivo, algemado na cama do leito e contrariando, inclusive, o posicionamento médico. Fizemos questionamentos, em nome da Comissão de Direitos Humanos desta Casa, que esta situação afronta as condições de dignidade do ser humano”, alertou Tadeu.
Na oportunidade, o colegiado aprovou uma moção de apoio à soltura de Marco Prisco e garantiu que o documento seria enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Prisco também é diretor-geral da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares no Estado (Aspra), e foi preso a pedido do Ministério Público Federal (MPF), que justificou que o líder grevista responde a ação penal por crimes previstos na Lei de Segurança Nacional.
AUDIÊNCIA
Outra proposta aprovada pela comissão foi a realização de uma audiência pública no município de Itaju do Colônia, para discutir a demarcação das terras indígenas na localidade. A proposta foi apresentada pelo 1º vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Yulo Oiticica (PT), que lamentou a lentidão da justiça brasileira.
“Esse processo adormeceu nas gavetas do Supremo há quase três décadas, e era um projeto que anulava a doação de títulos de terras já demarcadas. Naturalmente, 30 anos depois, uma grande parte desta terra hoje é parte urbana da cidade. É importante que todos os parceiros sentem na mesa de negociação já que esse não é um problema de alguns, mas de todos e nós temos que buscar solução”, alertou Yulo.
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