A Assembleia Legislativa concedeu, na manhã da última sexta-feira, o título Honorífico de Cidadã Baiana à juíza federal Adriana Silva Nico. A honraria foi entregue em sessão solene comandada pelo presidente da Casa, deputado Marcelo Nilo (PDT), que ressaltou a importância da homenagem. “É uma alegria e satisfação muito grande ser o presidente da Assembleia Legislativa neste momento, durante homenagem a esta juíza goiana que vive na Bahia abençoada por todos os deuses. Em nome deste poder, da Casa das Leis, nos sentimos honrados a entregar esse merecido título. A Bahia de Jorge Amado, de Caetano Veloso, de Castro Alves e de Ivete Sangalo, agora passa a ser a Bahia da juíza Adriana Nico”, destacou Nilo.
Para o proponente da sessão, deputado Ângelo Coronel (PSD), conceder a cidadania baiana para Adriana Nico é um reconhecimento justo aos serviços prestados ao Estado. “Adriana tem contribuído de forma diferenciada, inovadora e ativa para o desenvolvimento da justiça brasileira, conquistando desde muito jovem, pela sua brilhante trajetória profissional, espaço, respeito e reconhecimento público”, afirmou o parlamentar no projeto de resolução que deu origem à homenagem.
O deputado também destacou a atuação da magistrada à frente do projeto Leiloar, iniciativa voltada para execuções trabalhistas em toda a Bahia no qual Adriana Nico atuou como coordenadora. "Como líder do projeto Leiloar em todas as comarcas baianas, Adriana contribuiu de maneira ímpar para a justiça trabalhista da Bahia. Nada mais justo do que conceder a cidadania real a uma goiana que já é baiana por natureza", disse Coronel.
AGRADECIMENTO
“Me sinto extremamente feliz pelo reconhecimento desta Casa, que é a Casa do povo. A importância dessa homenagem é a formalização de um sentimento, o meu pertencimento à essa terra. Sempre me senti filha da Bahia e agora isto é formalmente reconhecido”, afirmou a juíza. Em seu discurso, Adriana Nico ressaltou a efetivação do projeto Leiloar, o que ela considera “verdadeiro divisor de águas”. O projeto realizava leilões de bens móveis, imóveis e semoventes que foram penhorados.
“O primeiro leilão promoveu algo inusitado: mais de mil autos de processos físicos foram levados até o local. A iminência da perda do bem promoveu quitações de dívidas, realizações de acordos, enfim, de alguma forma a execução era solucionada. Atuando no projeto Leiloar tive a oportunidade de conduzir quase uma centena de leilões”, lembrou a magistrada.
O conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e esposo da homenageada, Humberto Valverde, proferiu um discurso emocionado e destacou a seriedade e empenho da juíza com a justiça baiana. “Hoje é um dia é especial não só para Adriana, mas para toda a nossa família. Participar desta homenagem é uma honra muito grande, porque Adriana adotou a Bahia como o seu verdadeiro lar”, ressaltou.
MESA
A mesa da solenidade foi formada pelo presidente da OAB na Bahia, Luiz Viana Queiroz; a presidente da Associação dos Magistrados do Estado (Amab), Andréa Presas; o diretor-geral da Agência Reguladora de Saneamento Básico (Agersa), Carlos Martins; o conselheiro da Federação das Indústrias, Mário Costa Neto; o presidente da Cidade da Luz, José Medrado; o presidente da OAB em Camaçari, Ney de Souza Cacim, além da esposa do proponente da homenagem, Eleusa Coronel.
TRAJETÓRIA
Nascida em 23 de abril de 1973, na cidade de Goiânia, Adriana Silva Nico ingressou na Universidade Federal de Goiás (UFG) em 1990, aos 16 anos. Sua graduação foi alcançada aos 21 anos, em 1994, e neste mesmo período foi aprovada em estágio para o Ministério Público do Estado de Goiás. Com foco voltado para o Direito do Trabalho, se tornou uma das percursoras do curso de Especialização em Direito do Trabalho e Direito Processual da Faculdade de Direito da UFG. Aos 25 anos, em 8 de maio de 1998, Adriana Nico foi empossada no cargo de juíza federal do Trabalho do Tribunal Regional de Goiás (18ª região), assumindo a Junta de Conciliação e Julgamento de Caldas Novas.
Na Bahia, Adriana Silva Nico esteve a frente de diversas Varas da capital e do interior, a exemplo de Itaberaba, Feira de Santana, Santo Amaro da Purificação, Candeias e Simões Filho. Atualmente, desde julho de 2012, vem atuando como juíza Auxiliar da 2ª Vara do Trabalho de Camaçari, a qual possui uma movimentação média de 2 mil novos processos anualmente.
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