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Nilo lamenta falecimento de Ivan de Carvalho

Publicado em: 07/05/2014 00:00
Editoria: Diário Oficial

Presidente elogiou "correção e rigor profissional"
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O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, lamentou o falecimento do jornalista de Ivan de Carvalho, “um exemplo de rigor profissional, correção pessoal e equilíbrio ao analisar os fatos da política na coluna que assinou durante três décadas na Tribuna da Bahia”, através de moção de pesar. Solidário com a dor de sua esposa, Célia, do casal filhos, netos, e os muitos amigos que ele conquistou, “rogou a Deus que conforte a todos e faça com que os momentos bons do rico convívio com Ivan alivie o sofrimento daqueles que lhes eram próximos nesse momento de perda.
No documento protocolado junto à Secretaria Geral da Mesa, o deputado Marcelo Nilo discorreu brevemente sobre a discreta vida de Ivan de Carvalho, falecido aos 69 anos, que deixou viúva, Célia, dois filhos e netos. Ele ingressou na Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia em 1964, colando grau na turma de 1968 que também tinha o seu amigo, o saudoso advogado Pedro Milton de Brito, a ministra Eliana Calmon, mas nunca chegou a exercer a função.


TRAJETÓRIA


Levado pelo primo Quintino de Carvalho, foi um dos jovens notáveis que revolucionou a imprensa da Bahia com a Tribuna da Bahia, desde o seu primeiro número, em 21 de outubro de 1969. Foi amor a primeira vista e Ivan de Carvalho passou poucos anos afastado desse jornal, como aconteceu quando assumiu a Secretaria Extraordinária de Informação e Divulgação da prefeitura de Salvador, Seid, na gestão do prefeito Fernando Wilson de Magalhães, seu amigo, ou quando assumiu a chefia da sucursal local do Jornal do Brasil, na época o jornal de maior prestígio no mundo político do país.
Ele se declarou ainda na moção de pesar como leitor assíduo de Ivan de Carvalho, com quem costumava discutir a conjuntura local e nacional, destacou o brilho de sua inteligência, a sua integridade e a importância da sua colaboração às edições do Diário Oficial do Legislativo, onde ele atuava como revisor desde o início dos anos 90. O deputado Marcelo Nilo  reverenciou a memória do homem bom e do profissional de escol, integrante do Comitê de Imprensa da Casa, por quem nutriu profundo respeito. “Tratamos aqui de um homem de bem, de educação rara, de um pai de família amoroso, de um cidadão fraterno, amigo, preocupado com seus semelhantes, que além de tudo possuía um talento divino para colocar no papel, de forma fácil, não raro com humor, questões complexas que feriam interesses e suscetibilidades. Conservador em política, embora ele preferisse ser tratado como “liberal, à inglesa”, conquistou amigos das mais variadas colorações partidárias e sempre debateu, defendendo suas convicções pessoais de peito aberto – registrando sempre os fatos como eles eram, não como desejasse”.
Além de estima esse comportamento rigoroso granjeou-lhe respeito e admiração do mundo político, pois mesmo quando emitia opinião, como articulista, Ivan de Carvalho ao discordar o fazia com candura. Sem ser um homem de esquerda, como pregava Che Guevara, ele nunca perdeu a ternura, jamais!



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