O escritor Antônio Torres foi lembrado na Assembleia Legislativa pela posse na Academia Brasileira de Letras no dia 9 de abril. “Antônio está ocupando a cadeira de nº 23, cujo patrono é José de Alencar. Esta cadeira foi ocupada anteriormente por Lafaiette Rodrigues Pereira, Alfredo Pujol, Otávio Mangabeira, Jorge Amado, Zélia Gattai e Luiz Paulo Horta”, disseram os deputados Marcelo Nilo (PDT) e Mário Negromonte Júnior (PP), na moção de congratulações que foi entregue à Mesa Diretora da Casa. “Esta moção representa, portanto, uma justa e merecida homenagem desta Casa a esse ilustre escritor e mais novo representante da Bahia na Academia Brasileira de Letras, instituição que congrega os maiores expoentes da poesia e da literatura nacional”, completou os parlamentares.
Antônio Torres nasceu no povoado do Junco, atualmente município de Sátiro Dias. Residiu em Alagoinhas, onde cursou o ginásio. Transferiu-se depois para Salvador, passando a trabalhar como repórter do Jornal da Bahia. Aos 20 anos, mudou-se para São Paulo, trabalhando no jornal Última Hora, ingressando posteriormente na área de propaganda e publicidade. Atualmente o escritor reside em Itaipava (RJ), dedicando-se exclusivamente à literatura.
Nesta trajetória, vale ressaltar quem em 1998 foi condecorado pelo governo francês como Chevalier des Arts et des Lettres, por seus romances editados na França. Em 1987, recebeu o prêmio Romance do Ano do Pen Clube do Brasil por Balada da infância perdida e em 1997 o prêmio hors concours de Romance da União Brasileira de Escritores por O cachorro e o lobo. Em 2000, recebeu o prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra. O homem de hábitos simples credita a sua primeira professora o seu início na literatura, “foi ela que me colocou para ler Castro Alves em praça pública pela primeira vez, com a bandeira do Brasil nas mãos”, declarou Torres.
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