A mortalidade materna será tema de audiência pública da Comissão dos Direitos da Mulher. O evento acontecerá no dia 28 de maio, às 10h, e deve reunir movimentos sociais, estudiosos e representantes de órgãos públicos para discutir ações de combate.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 800 mulheres morrem todos os dias no mundo devido a complicações na gravidez e no parto. “Os dados da Organização Mundial de Saúde revelam a gravidade do problema. Trazer a questão para a comissão é dar visibilidade e buscar soluções para o tema”, destaca a presidente da Comissão dos Direitos da Mulher, deputada Neusa Cadore.
O agendamento e o planejamento da audiência foram temas da reunião do colegiado ontem, que também discutiu a realização de um evento sobre a autonomia das mulheres com transtornos mentais. A demanda apresentada pela deputada Maria del Carmem foi motivada pela proximidade do Dia de Luta Antimanicomial, 18 de maio. A atividade foi aprovada pela comissão e a definição de convidados, formato, local e horário acontecerão posteriormente. A data provável do evento é 21 de maio.
A comissão ainda recebeu a visita de Shimena Bosio Martins, pesquisadora da King’s College London, universidade de Londres, na Inglaterra. A estudiosa assistiu a reunião do colegiado e depois conversou com a deputada Neusa Cadore para conhecer o trabalho da comissão. O foco de estudo acadêmico é a rede de apoio à mulher vítima de violência.
“A comissão é um espaço aberto que une o legislativo à comunidade. Além de discutir os temas relacionados à violência, o nosso desafio é fortalecer a participação das mulheres nos espaços sociais e buscar a equidade de gênero”, explica Cadore.
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