A Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa aprovou, por unanimidade, a proposta do deputado Elmar Nascimento (DEM), de manter este colegiado em reunião permanente até que as divergências entre os policiais militares e o governo do Estado sejam totalmente resolvidas.
Essa decisão foi tomada porque Elmar Nascimento e os demais parlamentares que participaram da sessão ordinária de ontem pela manhã, mesmo aqueles que não membros da comissão, reconheceram a gravidade da situação e as dificuldades até o momento, para se chegar a um acordo entre as partes.
A sessão foi presidida pelo deputado Capitão Tadeu (PSB) que analisou uma proposta do deputado Yulo Oiticica (PT), cujo documento contém assinatura de outros parlamentares, para definição de um grupo interpartidário, que terá a incumbência de tratar com urgência de assuntos relacionados com a segurança pública do Estado.
O capitão Tadeu deixou a situação bastante apreensiva quando afirmou que tinha participado de uma reunião, que teve a presença de cerca de mil oficiais e todos optaram pela greve: “O governador cometeu muitos erros com a Polícia Militar. Ele errou principalmente quando tirou a autoridade do comando da PM. O comandante geral ficou enfraquecido. Um dos maiores Absurdos foi delegar poderes a delegado a Polícia Federal para elaborar o regimento disciplinar da Polícia Militar”, disse o deputado.
Em compensação, o Capitão Tadeu fez muitos elogios ao secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa (também é da Polícia Federal), chegando a afirmar que nos 33 anos de vida policial, esse foi o melhor secretário de segurança que conheceu. “O governo fez barbeiragem e uma das maiores foi a desordem hierárquica da PM em termos financeiros”.
O deputado Yulo Oiticica, também bastante preocupado com a crise entre governo e a Polícia Militar, destacou a sua proposta para uma audiência da Comissão de Direito Humanos, urgentemente, com o governador, pois, na sua opinião, essa intermediação com a participação dos parlamentares, poderá levar esse grave problema a uma solução, corrigindo naturalmente os erros que estão sendo reclamados.
O deputado Delegado Deraldo Damasceno (PSL) afirmou, por sua vez, que uma sociedade sem polícia não é sociedade. “Fica mais uma vez provado aqui a importância desse pilar social que é a segurança pública. Uma sociedade sem segurança pública não é sociedade. Temo por derramamento de sangue com a cidade desprotegida”, finalizou Deraldo Damasceno.
REDES SOCIAIS