A passagem do Dia do Cacau foi lembrada pelo deputado Sandro Régis (DEM), para quem, "apesar dos maltratos seguidos e continuados dos governos federal e estadual contra essa importante e histórica lavoura, ainda vale a pena se reverenciar tão importante data comemorativa, até mesmo para nos solidarizarmos aos espoliados produtores, que vivenciam tempos de eterna agonia e desespero, decorrentes do desconhecimento talvez ‘proposital’, do quanto eles fizeram e contribuíram para o desenvolvimento da região como um todo, pois até os anos 60 a lavoura do cacau respondia por 60% dos recursos do Estado". A região sul da Bahia, denuncia Régis, "está hoje mergulhada numa crise sem precedentes, vítima de um hediondo terrorismo biológico que foi a disseminação da vassoura-de-bruxa, um fato comprovado em relatório feito pela Polícia Federal, que nem por isso mobilizou os governos, que aí estão para uma apuração e providências cabíveis. Muito pelo contrário, os governos atiçam e põem fogo na questão, incentivando invasões em áreas produtivas, regularizadas e tituladas pelos vários governos do Estado da Bahia, após tramitações que obedeceram aos ritos legais".
O Brasil, diz o deputado, "precisa tomar conhecimento, ter consciência dos fatos que se sucedem e que estão sendo impostos à outrora pujante região do cacau da Bahia, que entre muitos malefícios sofridos destaca-se o desastre ambiental instalado na região e 300 mil desempregados diretos". A data foi instituída para ampliar o agronegócio do cacau e seus derivados, revitalizar e valorizar a lavoura cacaueira brasileira, além de estimular a sustentabilidade da produção. Mais de 31 mil propriedades rurais cultivam o cacau no país.
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