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Situação das universidades da Bahia é tema de debate na AL

Publicado em: 08/04/2014 00:00
Editoria: Diário Oficial

O evento foi promovido pela Comissão de Educação, presidida pelo comunista Álvaro Gomes
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A Assembleia Legislativa debateu, em audiência pública realizada na manhã de ontem,   a situação das Universidades Estaduais frente a expansão das Universidades Federais. O evento é uma promoção da Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público, que é presidida pelo comunista Álvaro Gomes.
Participaram da audiência pública o professor José Carlos, reitor da Uefs; Nilton Pitombo, coordenador de Ensino Superior da SEC; José Luiz Rech, vice-reitor da Uesb; Ricardo Moreno, representante da Uneb; Mariane Dias, presidente da União dos Estudantes da Bahia; e Sérgio Barroso, do Forum das Associações de Docentes, além dos deputados Marcelino Galo (PT) e Aderbal Caldas (PP).
“É positivo o processo de expansão das universidades federais na Bahia, por causa da ampliação do número de vagas no ensino superior. Precisamos debater este crescimento para que o ensino seja de qualidade”, explica o presidente do colegiado, lembrando que a Bahia foi contemplada com a UFRB, Univasf, Ufob e UFSB, interiorizando o ensino superior no estado.

ACESSO

Durante a discussão, os participantes alertaram que as universidades estaduais foram criadas com o intuito de interiorizar o ensino superior. Ricardo Moreno, representante da Uneb destacou que a universidade, com a característica multicampi, alcança a metade dos territórios baianos.
Para Mariana Dias, a criação das universidades é uma grande vitória do Movimento Estudantil. Segundo a estudante, é dever do Estado oferecer uma educação de qualidade. O representante da Secretaria de Educação destacou a importância de debater a demanda de oferta de cursos e repensar graduações como: as engenharias, as da área de saúde e cursos de licenciatura como geografia, história e sociologia.
Mesmo com a interiorização do ensino superior na Bahia, apenas 7,5% da população têm acesso às universidades. Para José Carlos, reitor da Uefs, essa é uma realidade dramática e que precisa ser contornada. O reitor afirmou que não há um conflito entre a Universidade de Feira de Santana e a UFRB, que também está instalada na Princesa do Sertão. “As universidades federais são bem-vindas, precisamos de mais universidades, a população precisa ter acesso à educação”.
Para o representante da Uneb, as universidades federais vêm se colocando como concorrentes das universidades estaduais, principalmente por causa da estrutura. O vice-reitor da Uesb falou que a tendência é perder alunos por conta da estrutura das universidades estaduais.
Mariane Dias acredita que as universidades estaduais precisam pensar uma reestruturação como as universidades federais. A estudante deu o exemplo do Reuni, que para ela modificou a concepção da educação nas universidades federais e que em relação a isso as universidades estaduais ainda estão atrasadas, com cursos que não interagem entre si.

FINANCIAMENTO

O orçamento das quatro universidades estaduais gira em torno de 1 bilhão, e se multiplicou por quase 3 vezes, mas diminuiu o custeio e o investimento. Para todos os representantes das universidades, há uma necessidade do aumento de verbas no orçamento das estaduais. O investimento nas estaduais melhora a estrutura das universidades, possibilitando que elas convivam em igualdade com as federais.
“O ensino docente defende a ampliação com qualidade, não existe dicotomia. Defendemos a ampliação das vagas, mas temos um problema sério no financiamento das universidades”, disse o representante dos Foruns das AD's.



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