Os prejuízos causados pela seca no ano passado continuam atormentando a vida dos pequenos produtores que adquiram lotes de irrigação do Projeto Estreito, que abriga os municípios de Urandi e Sebastião Laranjeiras na Bahia além Espinosa em Minas Gerais, todos integrantes da divisa entre os dois Estados. Este foi o grande destaque da reunião ordinária de ontem pela manhã, da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia, presidida pelo deputado Luiz Augusto (PP).
A seca destruiu toda plantação de banana devido a falta de água irrigada, pois a represa existente na região só teve condições de fornecer água para o consumo humano e o governo federal através do Ministério da Irrigação garantiu aos agricultores o ressarcimento dos prejuízos. Os recursos foram encaminhados ao banco, mas depois devolvidos, por causa de um parecer desfavorável da Codevasf.
A Controladoria Geral da União (CGU) já deu parecer favorável à reivindicação dos agricultores para que os mesmos possam ser ressarcidos e paguem as dívidas bancárias referentes ao plantio da banana dizimada pela seca, também no norte do Estado.
O deputado Luiz Augusto iniciou um movimento para levar os representantes políticos e dos agricultores para uma audiência no Ministério da Irrigação, em Brasília, pois muitas famílias, dependem da produção de bananas e não têm condições de saldar os compromissos bancários e recursos para iniciar novo plantio.
“A situação é muito vexatória para esses pequenos produtores. Iniciamos uma frente popular e se possível vamos fazer uma marcha até Brasília. O Ministério da Irrigação liberou os recursos, mas um simples parecer desfavorável fez com que esse dinheiro fosse devolvido. A própria CGU deu parecer favorável para indenização dos agricultores, pois esse dinheiro é para pagamento dos empréstimos a banco” comentou Luiz Augusto.
O parlamentar destacou também que esses lotes do Projeto Estreito possuem entre cinco e oito hectares e foram adquiridos com a garantia de irrigação. A seca realmente transformou essa realidade, pois a pouca água que restou na região serviu apenas para consumo humano. Os pequenos agricultores estão acampados há três dias na sede da Codevasf.
“Eles compraram os lotes no intuito de ter uma área irrigada. A CGU deu parecer favorável e esses recursos precisam voltar ao banco para que essas famílias, que vivem somente deste cultivo, possam pagar suas dívidas e sair da fase de inadimplência. Vamos nessa luta e a próxima etapa é conseguir uma audiência no Ministério Irrigação”, concluiu Luiz Augusto.
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